CIDADES COMPACTAS E VERDES: DISCUSSÕES ACERCA DA QUALIDADE DE VIDA E SUSTENTABILIDADE URBANA

  • Edson Leite Ribeiro UFPE
  • Geovany Jessé Alexandre Da Silva UFPB
  • José Augusto Ribeiro Da Silveira UFPB
Palavras-chave: Cidades Compactas e Verdes. Qualidade de Vida Urbana. Sustentabilidade Urbana.

Resumo

No contexto contemporâneo, em que a dispersão (sprawl) e a fragmentação urbana se disseminam,
afetando inclusive algumas cidades europeias tradicionalmente mais compactas e densas, o paradigma
da cidade compacta pode vir a se apresentar como uma alternativa viável, embora não lhe
faltem críticos. Este estudo analisa vantagens e desvantagens do modelo compacto em relação à
proposição norte-americana do smart growth. A pesquisa objetivou examinar os dois modelos por
meio de uma comparação dos impactos urbanos sobre a natureza, incluindo o consumo energético,
os espaços naturais e a qualidade de vida da população, utilizando-se indicadores espaciais urbanísticos
e de qualidade de vida da população. Como procedimento metodológico, partiu-se de algumas
hipóteses construídas a partir da teoria existente e adotaram-se alguns modelos de índices de compactação
urbana utilizados internacionalmente. Por intermédio de simulações, chegou-se a conclusões
referentes à disponibilidade e à acessibilidade a elementos qualitativos urbanos, bem como
à simulação da percepção desses mesmos elementos por parte da comunidade. Como resultado,
verificou-se que, embora em alguns casos, os indicadores quanti-qualitativos de um modelo urbano
mais expansivo pareçam melhores pela quantidade disponibilizada de espaços (áreas verdes, por
exemplo), por outro lado, a sua efetiva utilização pode ocorrer melhor e mais eficientemente em cidades
mais compactas, seja pela possibilidade de melhor distribuição espacial e acessibilidade, seja
pelo dimensionamento mais apropriado (por exemplo, à escala humana), o que torna o seu potencial
de utilização mais otimizado. Os resultados permitem desmistificar os argumentos de uma suposta
qualidade ambiental e disponibilidade real em uma estruturação mais extensiva, oferecendo respostas
objetivas à escolha de princípios de desenho urbano mais sintético, denso, verde e sustentável.

Biografia do Autor

Edson Leite Ribeiro, UFPE

Pós-doutorado no Institut National
des Sciences Appliquées - INSA- Lyon
em 2008, doutorado em Engenharia
Civil pela USP (1991), mestrado em
Desenvolvimento Urbano pela UFPE
(1988), e graduação em Arquitetura e
Urbanismo pela Universidade Guarulhos
(1978). Analista de Infra-estrutura
(Desenvolvimento Urbano) do Ministério
do Planejamento, Brasília-DF.

Geovany Jessé Alexandre Da Silva, UFPB

Pós-doutorado pela Faculdade
de Arquitetura da Universidade de
Lisboa, Portugal (2015-2016). Doutor
e Pesquisador pela FAU-UnB (2011),
Mestre em Geografia pela UFMT-MT
(2007), Arquiteto e Urbanista pela UFU-
-MG (2003). Professor da Graduação
e Pós-Graduação em Arquitetura e
Urbanismo (PPGAU), e da Pós-Graduação
em Engenharia Civil e Ambiental
(PPGECAM), da Universidade Federal
da Paraíba - UFPB.

José Augusto Ribeiro Da Silveira, UFPB

Doutorado em Desenvolvimento
Urbano pela CAC-UFPE (MDU,2004),
mestrado em Desenvolvimento
Urbano pela CAC-UFPE (MDU,1997),
graduação em Arquitetura e Urbanismo
pela UFPB (CT,1982). Professor
da Graduação e Pós-Graduação em
Arquitetura e Urbanismo (PPGAU), e
da Pós-Graduação em Engenharia Civil
e Ambiental (PPGECAM), da Universidade
Federal da Paraíba - UFPB.

Seção
Artigos