Deslocamento de um fragmento de agulha para a região do trígono carotídeo

  • Emauelle De Fátima Ferreira Olveira PUC Minas
  • Bruno José De Oliveira PUC Minas
  • Sebastião Guilherme Oliveira Neto PUC Minas
  • Tatielly Karine Costa Alves PUC Minas
  • Rafael Pereira da Mata Santos PUC Minas
  • Flávio Ricardo Manzi PUC Minas
Palavras-chave: Anestesia denta, Nervo mandibular, Fratura de agulha

Resumo

A maioria das emergências ambulatoriais por fratura de agulha em pacientes odontológicos ocorre durante ou imediatamente após a infiltração do anestésico local. A área pterigomandibular para o bloqueio do nervo alveolar inferior é o local onde há maior frequência de fratura de agulha. As razões para esse acidente são variadas, sendo as causas mais comuns: as falhas na fabricação da agulha, a movimentação súbita do paciente, erros de técnica profissional ou mesmo a reutilização da agulha provocando fadiga do metal. Diante da fratura, o fragmento da agulha pode se manter estático ou seguir por diversos caminhos, sendo extremamente importante a sua localização imediata. Se o fragmento da agulha fraturada for visualizado, pode-se removê-lo com o auxílio de uma pinça hemostática pelo próprio cirurgião dentista. Porém, se o mesmo ficar submerso e consequentemente se movimentar, esse fragmento pode se perder nos tecidos e assim, o paciente deve ser submetido a uma cirurgia para a remoção do fragmento por um cirurgião bucomaxilofacial. Esse artigo descreve o caso clínico de um paciente com queixa de dor e desconforto devido a presença de um fragmento de agulha fraturado acidentalmente após ter sido submetido a anestesia pterigomandibular. A conduta clínica do caso e o tratamento instituído foram discutidos, baseados na literatura.

Publicado
09-10-2019
Como Citar
Olveira, E. D. F. F., Oliveira, B. J. D., Oliveira Neto, S. G., Alves, T. K. C., Santos, R. P. da M., & Manzi, F. R. (2019). Deslocamento de um fragmento de agulha para a região do trígono carotídeo. Arquivo Brasileiro De Odontologia, 14(2), 30-35. Recuperado de http://periodicos.pucminas.br/index.php/Arquivobrasileirodontologia/article/view/21422