IDENTIDADE DO HOMEM MODERNO: DIGNIDADE OU DEGENERAÇÃO? UMA INVESTIGAÇÃO ACERCA DO SOFRIMENTO EM CHARLES TAYLOR E NIETZSCHE

Palavras-chave: Nietzsche, Sofrimento, Taylor,

Resumo

A questão que pretende-se norteadora deste texto direciona-se à igualdade metodológica entre o pensamento de Charles Taylor e Nietzsche, bem como suas diferentes compreensões acerca da construção do edifício moral. Daquilo que torna próximas as duas expressões filosóficas, certamente é possível pontuar a leitura histórica à que os dois se propõem realizar. Entretanto, enquanto em Taylor o que se pretende, com certa relevância, principalmente em seu livro As fontes do Self, é, por meio de uma hermenêutica genealógica, aclarar as fontes da moral que prefiguram a relação entre identidade e bem na modernidade, em Nietzsche a busca pela origem da moralidade assume uma posição negativa e aponta para a decadência do homem. Diferente de Taylor que viu em tal negação as raízes da dignidade do homem moderno, Nietzsche concebe essa relação como degeneração de tudo que é grande no homem, que só é possível a partir da afirmação não só do belo, mas, também, do feio e do sofrimento, compreendendo-o como instante de possibilidade de um vir-a-ser maior.

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Biografia do Autor

Francisco Alvarenga Junnior Neto, Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia
Mestrando em Filosofia pela Faculdade Jesuíta de Filodofia e Teologia (FAJE). Graduado em filosofia pelo Instituto Santo Tomás de Aquino (ISTA).
Publicado
29-12-2018
Como Citar
Alvarenga Junnior Neto, F. (2018). IDENTIDADE DO HOMEM MODERNO: DIGNIDADE OU DEGENERAÇÃO? UMA INVESTIGAÇÃO ACERCA DO SOFRIMENTO EM CHARLES TAYLOR E NIETZSCHE. Sapere Aude, 9(18), 452-458. https://doi.org/10.5752/P.2177-6342.2018v9n18p452-458
Seção
COMUNICAÇÕES/COMUNICATIONS