É POSSÍVEL UMA REFORMULAÇÃO DO IMORALISMO COGNITIVO DE KIERAN?

  • Gustavo Luiz Pozza Unisinos
Palavras-chave: Imoralismo. Estética. Ética. Cognitivismo. Arte.

Resumo

Dada a tendência de que se avalie moralmente a experiência estética, a filosofia contemporânea tem desenvolvido linhas de avaliação ético-estéticas que propõem soluções divergentes para o equilíbrio desses valores. Matthew Kieran propõe uma corrente que defende o imoralismo como uma associação entre falhas morais e méritos estéticos, bem como um imoralismo cognitivo, no qual o espectador, pela vivência da imoralidade no universo ficcional da obra, pode questionar seus valores morais. Entretanto, a proposta de Kieran não nega o eticismo, passo necessário para que se suprima um relativismo moral derivado da moralização, e acaba por retornar ao problema da bifuração forma-conteúdo do esteticismo. Diante desses problemas resultantes dessa formulação do imoralismo, propõe-se uma nova formulação do imoralismo cognitivo que negue o moralismo sem resultar na proposta amoral do esteticismo e que, ainda afirme o cognitivismo. 

Biografia do Autor

Gustavo Luiz Pozza, Unisinos

Doutorando em Filosofia pela Unisinos. Mestre em Filosofia pela UCS. Graduação em fotografia e especialização em imagem publicitária pela PUC-RS. E-mail: glpozza@gmail.com

Publicado
22-12-2019
Como Citar
Pozza, G. L. (2019). É POSSÍVEL UMA REFORMULAÇÃO DO IMORALISMO COGNITIVO DE KIERAN?. Sapere Aude, 10(20), 750-764. https://doi.org/10.5752/P.2177-6342.2019v10n20p750-764
Seção
ARTIGOS/ARTICLES: TEMÁTICA LIVRE/FREE SUBJECT