DA POSSIBILIDADE DA FORMAÇÃO DE “CONHECIMENTOS NOVOS” POR PARTE DA “ALMA SEPARADA”, NO “ESTADO POST-MORTEM”, SEGUNDO TOMÁS DE AQUINO

  • Edson Gonçalves Silva
  • Marcos Roberto Nunes Costa
Palavras-chave: Tomás de Aquino, Estado post-mortem, Alma separada, Conhecimentos novos

Resumo

É sabido que Tomás de Aquino é adepto da antropologia aristotélica, segunda a qual o homem é concebido como uma “unidade substancial” de corpo e alma. Entretanto, como cristão, Tomás de Aquino se afasta do Mestre no que se refere ao destino final da alma, afirmando a sua imortalidade. O presente artigo se propõe a averiguar e demonstrar não simplesmente, ou propriamente, se a alma sobrevive pós-morte do corpo. Este já é um pressuposto dado. O que queremos demonstrar é que, em Tomás de Aquino, para além de uma sobrevivência, no “estado post-mortem”, a alma (i) tem consciência de si mesma; (ii) que por reconhecer a si mesma, ela está de posse das suas faculdades intelectivas; (iii) que tem ciência de si e de seu intelecto, por isso opera ou compõe “conhecimentos novos”, a partir compõe “conhecimentos novos”, seja a partir dos “novos conhecimentos” já adquiridos quando de sua união com o corpo, mas não só isso, pois chega até a admitir que ela possa construir “conhecimentos novos” a partir da inter-relação espiritual com outras almas, no além.

 

Publicado
21-12-2020
Como Citar
Silva, E. G., & Costa, M. R. N. (2020). DA POSSIBILIDADE DA FORMAÇÃO DE “CONHECIMENTOS NOVOS” POR PARTE DA “ALMA SEPARADA”, NO “ESTADO POST-MORTEM”, SEGUNDO TOMÁS DE AQUINO. Sapere Aude, 11(22), 366-378. https://doi.org/10.5752/P.2177-6342.2020v11n22p366-378
Seção
ARTIGOS/ARTICLES: DOSSIÊ/DOSSIER