HARTMANN, NIETZSCHE E O ANTICRISTO

  • Kassio Flores Lopes PUC-SP
Palavras-chave: Hartmann, Inconsciente, Anticristo, Secularização, Transvaloração

Resumo

RESUMO: Neste artigo aventaremos a hipótese de que o livro O Anticristo, escrito por Nietzsche em 1888, pode ser compreendido como um cumprimento irônico da “profecia” de Eduard von Hartmann, em seu livro Filosofia do inconsciente (de 1869), acerca de uma era secular da humanidade onde o cristianismo não seria mais do que uma sombra. Para chegar a esta afirmação é necessário inicialmente retomar o livro Filosofia do inconsciente de Hartmann e o modo como o termo Anticristo é usado por ele. Posteriormente, deve-se destacar como o próprio Nietzsche o leu e o citou em seu escrito Sobre a utilidade e desvantagem da história para a vida (de 1873) e em seus demais escritos, até por fim seu livro intitulado O Anticristo. Como sugerimos, o nome “Anticristo”, portanto, era apropriado para intitular o livro que trazia a transvaloração de todos os valores cristãos com o qual Nietzsche acreditava desferir um ataque mortal ao cristianismo e possibilitar assim as condições para que houvesse uma renovação cultural em que os valores da cristandade fossem, de fato, superados.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Kassio Flores Lopes, PUC-SP

Doutorando em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP) e mestre em Filosofia pela mesma Universidade. Bacharel em Teologia pela Universidade Metodista de São Paulo. Professor e Coordenador do curso de Teologia na Universidade Anhembi Morumbi, São Paulo-SP. E-mail: lilian_pimenta@yahoo.com.br.

Publicado
29-12-2021
Como Citar
Lopes, K. F. (2021). HARTMANN, NIETZSCHE E O ANTICRISTO. Sapere Aude, 12(24), 456-474. https://doi.org/10.5752/P.2177-6342.2021v12n24p456-474
Seção
ARTIGOS/ARTICLES: TEMÁTICA LIVRE/FREE SUBJECT