Sapere Aude http://periodicos.pucminas.br:80/index.php/SapereAude <p><strong>SAPERE AUDE</strong> - Revista de Filosofia com publicação semestral pertencente ao Departamento de Filosofia da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), classificada em B2 no QUALIS da área de Filosofia (CAPES-Brasil).</p> <p><strong>MISSÃO</strong>: Sapere aude tem por missão veicular trabalhos científicos que contribuam para o avanço da pesquisa, em especial na área de Filosofia e, de forma interdisciplinar, no diálogo com as ciências humanas e ciências afins, promovendo o espírito crítico, a livre ousadia do saber e a formação humanista.</p> <p><strong>SAPERE AUDE</strong> - <em>A Journal of Philosophy published twice a year is attached to the Philosophy Department of the Pontifical Catholic University of Minas Gerais (PUC Minas). It is Indexed in the Philosophy area of&nbsp; CAPES (Brasil) and classified as B2 in QUALIS ranking research.</em></p> <p><strong>MISSION</strong>: <em>Sapere aude publishes scientific works that contribute to advance research in Philosophy promoting a critical, humanistic and interdisciplinary dialogue with the human sciences as well as other areas of knowledge.</em></p> <p style="direction: ltr;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>ISSN: 2177-6342</strong></span></p> Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais pt-BR Sapere Aude 2176-2708 <p>TERMO DE DECLARAÇÃO:</p><p>Submeto (emos) o trabalho apresentado, texto original, à avaliação da revista <em>Sapere Aude</em>, e concordo (amos) que os direitos autorais a ele referentes se tornem propriedade exclusiva da Editora PUC Minas, sendo vedada qualquer reprodução total ou parcial, em qualquer outra parte ou meio de divulgação impresso ou eletrônico, sem que a necessária e prévia autorização seja solicitada por escrito e obtida junto à Editora. Declaro (amos) ainda que não existe conflito de interesse entre o tema abordado e o (s) autor (es), empresas, instituições ou indivíduos.</p> Sapere aude – v. 10, n. 19, p. 7-9, jan./jun. 2019 – ISSN: 2177-6342 http://periodicos.pucminas.br:80/index.php/SapereAude/article/view/20691 <div align="center"><table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0"><tbody><tr><td valign="top" width="520"><p align="center"><strong><span style="text-decoration: underline;">SAPERE AUDE</span></strong></p></td></tr></tbody></table></div><p><strong><em>DOSSIÊ</em></strong><strong>: </strong><strong>PAIXÕES NA FILOSOFIA ANTIGA</strong></p><p><strong> </strong><strong><em>Sapere aude</em></strong><strong> – v. 10, n. 19, p. 7-9, jan./jun. 2019 – ISSN: 2177-6342</strong></p> Departamento de Filosofia PUC Minas Copyright (c) 2019 Sapere Aude 2019-07-14 2019-07-14 10 19 1 6 EDITORIAL http://periodicos.pucminas.br:80/index.php/SapereAude/article/view/20692 <p><strong><em>DOSSIÊ</em></strong><strong>: </strong><strong>PAIXÕES NA FILOSOFIA ANTIGA</strong></p><p><strong> </strong><strong><em>Sapere aude</em> – v. 10, n. 19, p. 7-9, jan./jun. 2019 – ISSN: 2177-6342</strong></p> Maria Dulce Reis Copyright (c) 2019 Sapere Aude 2019-07-14 2019-07-14 10 19 7 9 NUANÇAS DA PAIXÃO NA MEDEIA DE EURÍPIDES http://periodicos.pucminas.br:80/index.php/SapereAude/article/view/20600 <p>A <em>Medeia</em> de Eurípides é uma das mais importantes peças do teatro antigo. A complexidade do texto e a fertilidade das possibilidades interpretativas tem despertado grande interesse dos estudiosos. Neste artigo, pretendo analisar algumas noções que compõem o núcleo do irracional tipificado na protagonista (Medeia). Trata-se de demonstrar a insuficiência do emprego do termo <em>pathos</em> para qualificar o comportamento da personagem no drama. O problema consiste nas parcas ocorrências do referido vocábulo para sustentar o sentido do que seja agir pelo irracional. A fim de ampliar a compreensão do que rege as cenas marcadas por forças irracionais, serão levadas em consideração as noções de ódio e cólera/ira, entre outros. Para proceder a análise textual, foram utilizadas três traduções em português, a saber, a tradução de Mário da Gama Kury, a tradução de Jaa Torrano e a tradução de Maria Helena da Rocha Pereira, além do texto grego publicado pela editora ateniense Kaktoz.</p><p>PALAVRAS-CHAVE<strong>:</strong> Medeia. Tragédia. Irracional. Ira.</p><p>ABSTRACT</p><p>Euripides’ Medea is one of the most important plays of ancient theater. The complexity of the text and the fertility of interpretive possibilities has aroused great interest among scholars. In this article, I intend to analyze some notions that make up the core of the irrational typified in the protagonist (Medea). This is to demonstrate the inadequacy of the use of the term <em>pathos</em> to qualify the behavior of the character in the drama. The problem consists in the few occurrences of <em>pathos</em> to sustain the meaning of what is to act by the irrational. In order to broaden the understanding of what governs scenes marked by irrational forces, notions of hatred and anger, among others, will be taken into account. To proceed with the textual analysis, three Portuguese translations are used. They are: the translation of Mário da Gama Kury, the translation of Jaa Torrano and the translation of Maria Helena da Rocha Pereira, and also, the Greek text published by the Athenian Kaktoz publisher.</p><p>KEYWORDS<strong>:</strong> Medea; Tragedy; Irrational; Anger.</p> Andrelino Ferreira dos Santos Filho Copyright (c) 2019 Sapere Aude 2019-07-14 2019-07-14 10 19 10 19 10.5752/P.2177-6342.2019v10n19p10-19 O TERCEIRO DISCURSO DO FEDRO – UM DIVERTIMENTO SOBRE AS PAIXÕES? http://periodicos.pucminas.br:80/index.php/SapereAude/article/view/20694 <p>Neste texto procuraremos analisar o trecho que se estende de 244 a até 257b, que contém o terceiro discurso do <em>Fedro</em>. O primeiro é atribuído a Lísias (231 a – 234 c); o segundo, pronunciado por Sócrates, é depois por ele rejeitado – ele o teria pronunciado sob a influência de Eros, e o atribui a Fedro (237 a – 241 c). A intenção, aqui, é nos concentrarmos no terceiro discurso, a fim de precisar o seu caráter sério, no sentido filosófico do termo ou, então, um caráter de brincadeira ou jogo empreendido por Sócrates/Platão. Em princípio, partiremos da hipótese de que sim, trata-se de um discurso com intenção séria, ainda que vazado em forma retórica, e adequado ao momento de distensão que Sócrates vive com seu interlocutor, Fedro. Analisaremos, então, o conteúdo do discurso, que versa sobre a alma, efetuando uma definição desta e efetuando uma classificação dos tipos de alma. O trecho pode ser aproximado de passagens do Fédon e da famosa Carta VII. O método empreendido é a análise textual, com auxílio eventual de comentadores.</p><p>PALAVRAS-CHAVE<em>:</em> Platão. Paixões. Retórica. Alma.</p><p> ABSTRACT</p><p>In this paper we will analyse the passage which goes from 244 a to 257 b, which contains the third speech of Plato’s <em>Phaedro</em>. The first speech is attributed to Lisias (231 a – 234 c); the second speech, pronounced by Socrates, is lately rejected – the speech would be proffered under the influence of Eros, and Socrates attributed its authorship to Phaedro (237 a – 241 c). Our goal, here, is to concentrate in the third speech, with the finality of assert its seriousness, in the philosophical meaning of the word, or else, to show its character of <em>divertissement</em> or play by Socrates/Plato. In principle, we will assume the hypothesis that it is a speech with a serious intent, notwithstanding its rhetorical form, fitted to the moment of distension which Socrates has with his partner, Phaedro. We will analyse, then, the content of the speech, which is about the soul, by means of a definition of this last and a classification of the kinds of souls. The passage can be compared to passages of the <em>Phaedon</em> and of the famous <em>Letter VII</em>. The method here adopted is the textual analysis, with the help of some interpreters.</p><p>KEYWORDS: Plato. Passions. Rhetoric. Soul.</p> Luiz Paulo Rouanet Copyright (c) 2019 Sapere Aude 2019-07-14 2019-07-14 10 19 20 30 10.5752/P.2177-6342.2019v10n19p20-30 PLATÃO: AS PAIXÕES DA UNIDADE "CORPOALMA" SEGUNDO O TIMEU http://periodicos.pucminas.br:80/index.php/SapereAude/article/view/20096 <p>Uma das últimas obras escritas por Platão, o <em>Timeu</em>, nos parece um dos textos mais ricos para identificarmos o estatuto das paixões na filosofia de Platão: a origem dessas paixões/afecções, suas propriedades, seu papel no equilíbrio psíquico e na condução das ações humanas. Tal riqueza, profundidade e extensão teórica constituiu grande parte de nossa tese de doutoramento, que visou demonstrar a articulação entre Psicologia, Ética e Política nos diálogos <em>República, Timeu </em>e<em> Leis</em>. No presente texto, nos limitaremos a apresentar nossa interpretação a respeito de passagens da cosmologia do <em>Timeu</em> dedicadas a tratar da constituição da unidade <em>corpoalma</em> humana, o que inclui suas afecções. Nosso recorte limita-se a mostrar que as afecções – próprias ao que há de apetitivo, irascível e racional na unidade <em>corpoalma </em>humana – decorrem da encarnação, e o seu direcionamento psíquico é capaz de conduzir os seres humanos à saúde ou à doença, à virtude ou ao vício.</p><p>PALAVRAS-CHAVE: Platão. Filosofia Antiga. Psicologia. <em>Páthos</em>.</p><p><strong> </strong>ABSTRACT:</p><p>One of the last works written by Plato, the <em>Timaeus</em>, seems to us one of the richest texts to identify the status of passions in Plato's philosophy: The origin of the passions/affections, their properties, their role in the psychic balance and the conduct of human actions. Such wealth, depth and theoretical extension constituted a large part of our doctoral thesis, that aimed to demonstrate the articulation between Psychology, Ethics, and Politics in the dialogues <em>Republic, Timaeus,</em> and <em>Laws</em>. In the present text, we shall confine ourselves to our interpretation of passages in the cosmology of the <em>Timaeus </em>devoted to the constitution of the human body-soul unity, which includes its affections. Our clipping is limited to showing that the affections - proper to that which is appetitive, irascible and rational in the human body-soul unity - elapsed from the incarnation and its psychic direction are capable of leading human beings to health or sickness, into virtue or vice.</p><p>PALAVRAS-CHAVE: Platão. Filosofia Antiga. Psicologia. <em>Páthos</em>.</p> Maria Dulce Reis Copyright (c) 2019 Sapere Aude 2019-07-14 2019-07-14 10 19 31 42 10.5752/P.2177-6342.2019v10n19p31-42 O PIRRONISMO E AS PAIXÕES: ENTRE A INDIFERENÇA E A ATARAXIA http://periodicos.pucminas.br:80/index.php/SapereAude/article/view/20695 <p>O objetivo deste artigo é examinar a temática das paixões no interior do Pirronismo antigo, especialmente nas figuras de Pirro e Sexto Empírico. Tal questão é controversa em um debate sobre o ceticismo antigo, em especial, porque essa corrente não pode dispor de uma teoria das paixões, dado que elas nada afirmam sobre o mundo. Entretanto, é possível falar que o cético manifesta sentimentos, ainda que de uma maneira não teórica? Para investigarmos essa nuance, passaremos pela vida de Pirro – conforme descrita por Diógenes Laércio – e pelo <em>Esboços do Pirronismo</em> de Sexto Empírico, em busca de uma reflexão acerca das paixões no interior do ceticismo pirrônico.</p><p>PALAVRAS-CHAVES: Pirro. Sexto Empírico. Paixões. Ceticismo. Diógenes Laércio.</p><p> <strong>ABSTRACT</strong></p><p>The purpose of this paper is to examine the passions within the ancient Pyrrhonism, especially in the figures of Pyrrho and Sextus Empiricus. This question is controversial in a debate about ancient skepticism, especially because the skeptics cannot have a theory of passions, since they claim nothing about the world. However, is it possible to speak that the skeptic expresses feelings, albeit in a non-theoretical way? To examine this question, we will go through the life of Pyrrhus - as described by Diogenes Laertius – and we will examine the <em>Outlines of Scepticism </em>by Sextus Empiricus in search of a reflection on the passions within the Pyrrhonic skepticism.</p><p>KEY-WORDS: Pyrrho. Sixth Empiricus. Passions. Skepticism. Diogenes Laertius.</p> Bruno Pettersen Copyright (c) 2019 Sapere Aude 2019-07-14 2019-07-14 10 19 43 60 10.5752/P.2177-6342.2019v10n19p43-60 O BELO ENQUANTO ESPLENDOR DO UM NO TRATADO I, 6 DE PLOTINO http://periodicos.pucminas.br:80/index.php/SapereAude/article/view/19130 <p>A partir do tratado <em>Sobre o Belo </em>(I, 6), de Plotino, é discutida no presente artigo a afinidade entre as vias estética e intelectiva como modo de acesso à união com o Um. Para tanto, propomos que o Belo seja entendido como um <em>esplendor</em> do Um, ou seja, como o que se manifesta concomitante e dependente do Um, atraindo para este o olhar daquele que empreende a ascensão filosófica. Assim, procuramos demonstrar que o Belo se fundamenta na intelecção da unidade, e que a ascensão ao Um é tanto estética quanto intelectiva.</p><p>PALAVRAS-CHAVE: Estética. Alma. Experiência mística. Ascensão. Plotino.</p><p> </p><p>From the treaty <em>On Beauty</em> (I 6), by Plotinus, the affinity between the aesthetic and intellectual paths as a way of accessing the union with the One is discussed in this article. For that, we propose that the Beauty be understood as a <em>splendor</em> of the One, that is to say, as that one who manifests concomitant and dependent on the One, attracting to the latter the look of one who undertakes the philosophical ascension. Thus, we seek to demonstrate that the Beauty is based on the intellection of unity, and that the ascension to the One is both aesthetic and intellectual. </p><p><em>Keywords</em>: aesthetic; soul; mystical experience; ascension; Plotinus.</p><p> </p> Vinícius José Henrique da Costa Leonardi Copyright (c) 2019 Sapere Aude 2019-07-14 2019-07-14 10 19 61 72 10.5752/P.2177-6342.2019v10n19p61-72 AS PAIXÕES EM PLUTARCO: O PAPEL DO SILÊNCIO NA CURA DA TAGARELICE. http://periodicos.pucminas.br:80/index.php/SapereAude/article/view/20194 <p>Plutarco de Queroneia (45-125), maior expoente do médio platonismo, é autor de uma vasta obra, cujos textos conservados foram divididos em dois grandes grupos, as <em>Vidas Paralelas </em>(<em>Bioi Paralleloi</em>)<em> </em>e as <em>Obras Morais </em>(<em>Moralia</em>)<em>. </em>Interessa-nos aqui examinar os vários âmbitos em que é possível reconhecer uma reflexão acerca das paixões em Plutarco, inserindo-a na busca pela boa vida preconizado pelo filósofo, a fim de evidenciar os caminhos para a cura de um<em> páthos</em> em particular: a tagarelice. No presente artigo, examinaremos mais de perto quatro tratados do <em>corpus</em> de Plutarco, a saber, <em>Sobre a Tagarelice</em>, <em>Como Ouvir, O Banquete dos Sete Sábios</em> e<em> <em>Das Doenças da Alma e do Corpo: quais as mais nefastas?</em> </em>Entrevendo o horizonte do bem viver, buscaremos mostrar como o filósofo faz com que o silêncio emerja como um ingrediente particular ao se pensar no tratamento de uma alma flagelada pelas paixões. Buscaremos, ainda, trazer à luz as fontes do pensamento antigo nas quais Plutarco se inspira, sobretudo no que diz respeito ao tema relacionado às paixões.</p><h1>ABSTRACT</h1><h1>Plutarch of Chaeronea (45-125), the highest exponent of Middle Platonism, is the author of a vast work, whose conserved texts were divided into two great groups, the <em>Parallel lives (Bioi Paralleloi</em>) and the <em>Moral works (Moralia)</em>. We are here interested in examine the various fields in which it is possible to recognize a reflection upon the passions in Plutarch, inserting it in the search for the good life recommended by the philosopher, in order to highlight the ways for the healing of a particular pathos: the chatter. In the present article, we will look over more closely four treatises on Plutarch's <em>corpus</em>, namely, <em>On talkativeness, </em><em>On listening to lectures</em>, <em>Dinner of the seven wise men</em><em> </em>and <em>Whether the affections of the soul are worse than those of the body</em>. Glimpsing the horizon of well-being, we shall try to show how the philosopher makes silence emerge as a particular ingredient in thinking about the treatment of a soul plagued by passions. We will also try to bring to light the sources of ancient thought in which Plutarch inspired himself, above all regarding the theme related to the passions.</h1><p>KEYWORDS: Plutarch. Passions. Ethic. Silence. Soul.</p> Vanderley Nascimento Freitas Copyright (c) 2019 Sapere Aude 2019-07-14 2019-07-14 10 19 73 92 10.5752/P.2177-6342.2019v10n19p73-92 O SILÊNCIO DE FILEBO http://periodicos.pucminas.br:80/index.php/SapereAude/article/view/19447 <p>O presente artigo é uma reflexão sobre o diálogo <em>Filebo</em>, de Platão. Nossa temática, a propósito dessa obra, é a função do silêncio de Filebo. Para esta análise, percorremos dois filósofos: o francês Michel Onfray, na <em>Contra-história da filosofia</em>, e o alemão Hans-Georg Gadamer em <em>A ideia do bem entre Platão e Aristóteles</em>. Em cada um desses filósofos, vamos ter uma compreensão diferente do diálogo de Platão e, portanto, da questão do silêncio do personagem principal. Nessa ponderação, Michel Onfray apresenta toda sua aliança com o pensamento de Friedrich Nietzsche. Hans-Georg Gadamer, por sua vez, apresenta sua afinidade teórica com o pensamento de Martin Heidegger. Dessa forma, o silêncio pode ser compreendido tanto como uma positivação de um hedonismo (a visão de Onfray-Nietzsche) quanto um rechaço à positivação do saber hermenêutico (Gadamer-Heidegger). Por último, nós abordamos uma terceira possibilidade interpretativa que é a da impossibilidade de se viver ao modo filosófico.</p><p>PALAVRAS-CHAVE: Filebo. Diálogo. Democracia. Silêncio.</p><p> </p><p>RÉSUMÉ</p><p>Cet article est une réflexion sur le dialogue <em>Philebus </em>de Platon. Notre thème, à propos de cet ouvrage, est celui de la fonction du silence de son personnage principal. Pour l’analyser, nous parcourons deux philosophes: le français Michel Onfray dans son livre <em>Contre-histoire de la philosophie</em>, et l’allemand Hans-Gerog Gadamer en<em>L'Idée du bien comme enjeu platonico-aristotélicien</em>. Chez chacun de ces philosophes, nous aurons une compréhension différente du dialogue de Platon et, par conséquent, de la question du silence du personnage principal. Dans cette considération, Michel Onfray présente toute son alliance avec la pensée de Friedrich Nietzsche. Hans-Georg Gadamer, à son tour, montre son affinité théorique avec la pensée de Martin Heidegger. De cette manière, le silence peut être aussi compris comme une positivation d'un hédonisme (la vision d’Onfray-Nietzsche) que comme un rejet de la positivation du savoir herméneutique (Gadamer-Heidegger). Enfin, nous apportons une troisième possibilité d’interprétation du mutisme de Philebus qui consiste à comprendre l’impossibilité du mode de vie philosophique.</p><p>MOTS-CLES: Philebus. Dialogue. Démocratie. Silence</p> Rafael Leopoldo Copyright (c) 2019 Sapere Aude 2019-07-14 2019-07-14 10 19 93 103 10.5752/P.2177-6342.2019v10n19p93-103 A APAIXONADA EXALTAÇÃO DA FIGURA DE SÓCRATES POR MEIO DO LOGOS DE ALCIBÍADES NO BANQUETE DE PLATÃO. http://periodicos.pucminas.br:80/index.php/SapereAude/article/view/19859 <p>O presente artigo pretende analisar o discurso de Alcibíades no diálogo platônico <em>Banquete</em>, evidenciando a forma apaixonada que o discípulo exalta a figura do mestre. Partindo de sua enigmática chegada no simpósio, presença cheia de significados, procura refletir sobre o seu plano discursivo em que acorda não elogiar a um deus, como fizera os demais convivas, mas a construção discursiva de um encômio a um homem em especial, sábio e justo, personificação mesma do erotismo pedagogicamente instruído: Sócrates. Depois da celebração desse acordo que quebra o linear caminho argumentativo do discurso, busca perceber os elementos elogiosos suplantados no referido <em>logos</em>, que versa a respeito das capacidades físicas, morais e intelectuais de Sócrates. Com efeito, é possível encontrar um quadro significativamente importante montado por um discípulo (Alcibíades), fazendo uso até mesmo de imagens como a dos Silenos e dos sátiros Mársias, figuras camufladoras que mostram a contradição entre realidade exterior e realidade interior, com o substancial objetivo de exaltar seu admirado mestre (Sócrates) dando-lhe características atópicas.</p><p> PALAVRAS-CHAVE: <em>Éros</em>. Banquete. Filosofia. Elogio. Paixão.</p><p> ABSTRACT</p><p> The present article will be analyzed in the speech of Alcibades in the platonic dialogue <em>The Banquet</em>, evidencing a passionate form that the learner exalts the figure of the máster: Socrates. Starting from its enigmatic no symposium, presence full of meanings, seeks to reflect on its discursive plan in what follows is not to praise a god, as the other guests had done, but a discursive construction of an encumbrance to a man in particular, wise and fair, personification same of pedagogically learned eroticism: Socrates. After the celebration of this agreement that breaks the linear argumentative path of discourse, seeks to perceive the complimentary elements supplanted in said logos, which deals with the physical, moral and intellectual capacities of Socrates. In fact, it is possible to find a significantly important picture mounted by a disciple (Alcibiades), making use even of images like the one of Silenos and the satyrs Mársias, camouflage figures that show the contradiction between outer reality and inner reality, with the substantial aim of extolling his admired teacher (Socrates) by giving him atopic characteristics.</p><p> KEY-WORDS: Éros. Banquet. Philosophy. Praise. Passione.</p><p> </p> João Raniery Silva Copyright (c) 2019 Sapere Aude 2019-07-14 2019-07-14 10 19 104 121 10.5752/P.2177-6342.2019v10n19p104-121 RAZÃO, REALIDADE, COMPAIXÃO http://periodicos.pucminas.br:80/index.php/SapereAude/article/view/20699 <p>A contemporaneidade, de fato, atribui às paixões a capacidade de conceder acesso à realidade, aliás, de construir a realidade. Porém, em se tratando da oposição entre razão e paixão, a discussão é bastante antiga, já era clássica não só em filosofia, mas também na educação. A razão, “objetiva”, seria a garantia da paz civil; a paixão, “subjetiva”, seria, contrariamente, causa de muitos distúrbios sociais. A partir de Platão, a primeira é chamada a confrontar-se com a realidade, vale dizer, com os elementos estáveis da experiência humana. A razão é, por princípio, mestra de si, ativa e impassível com relação ao que é flexível e não se deixa tocar por nada que possa fragilizá-la ou mudá-la. A segunda, diversamente, é pouco confiável, porque sempre em movimento e com absoluta dependência dos eventos que a impulsionam casualmente; ela é essencialmente reativa. Por isso, para a tradição, o ideal de homem, a melhor expressão da sua identidade e da sua dignidade, se situa na sua capacidade de realizar a própria vontade, de não ser enganado por paixões fantásticas e inconstantes. Trata-se de uma autodeterminação, em outros termos, de inteira possessão de si.</p><p>PALAVRAS-CHAVE: Paixão. Razão. Realidade. Compaixão. Interlocução.</p><p>RIASSUNTO:</p><p>La contemporaneità attribuisce infatti alle passioni la capacità di dare accesso alla realtà, di costituire anzi la realtà. L’opposizione era però classica, in filosofia ma anche nell’educazione, tra la ragione e la passione: la prima, ‘oggettiva’, garantirebbe la pace civile; la seconda, ‘soggettiva’, sarebbe invece causa di molti disturbi sociali. Da Platone in poi, la prima è chiamata a confrontarsi con le realtà, vale a dire con gli elementi stabili dell’esperienza umana: è per principio maestra di sé, attiva e impassibile verso ciò che è fluttuante, non si lascia toccare da niente che possa renderla fragile o cambiarla; la seconda, invece, poco affidabile, perché sempre movimentata e dipendente dagli eventi che la sfiorano casualmente, è essenzialmente reattiva. L’ideale dell’uomo, l’espressione migliore della sua identità e della sua dignità, si situa perciò nella sua capacità di realizzare la propria volontà, di non essere ingannato da passioni fantastiche e incostanti; è l’auto-determinazione o la possessione intera di sé.</p><p>PAROLE CHIAVE: Passione. Ragione. Realtà. Compassione. Interlocuzione.</p> Paul Gilbert Ibraim Vitor de Oliveira Copyright (c) 2019 Sapere Aude 2019-07-14 2019-07-14 10 19 122 144 10.5752/P.2177-6342.2019v10n19p122-144 A CONCEPÇÃO COMUNICATIVA DA EDUCAÇÃO NA PERSPECTIVA DE JÜRGEN HABERMAS: A DIMENSÃO INTERSUBJETIVA DA EXPERIÊNCIA FORMATIVA http://periodicos.pucminas.br:80/index.php/SapereAude/article/view/19552 <p>Uma subjetividade tecida pela intersubjetividade elucida o tema proposto pelo presente artigo, a saber, de se pensar uma concepção comunicativa de educação a partir de Habermas. A nossa hipótese é de que a dimensão intersubjetiva, desenvolvida pelo filósofo alemão, renova o conceito de experiência formativa, ao recuperar seu caráter crítico e emancipatório e por propor uma práxis dialógica para a ação pedagógica. Assim, o escopo principal será analisar a configuração da concepção comunicativa da educação na perspectiva habermasiana. Desse modo, o artigo está dividido em duas partes: (a) na primeira, apontaremos o contexto (guinada linguístico-pragmática; razão comunicativa; mundo da vida) em que a educação se insere; (b) para analisar, no segundo momento, de que forma se edifica o conceito comunicativo da educação, oferecendo uma alternativa para o problema da formação humana. A escolha do tema se justifica por contrapor à racionalidade instrumental que, desde a implantação da tendência tecnicista na educação brasileira, promovida pelos governos militares (1964-1985), vem orientando a experiência no Brasil.</p><p>PALAVRAS-CHAVE: Razão comunicativa. Mundo da vida. Educação. Jürgen Habermas.</p><p> ABSTRACT</p><p>A subjectivity woven by intersubjectivity elucidates the theme proposed by the present article, namely, to think about a communicative conception of education from Habermas. Our hypothesis is that the intersubjective dimension, developed by the German philosopher, renews the concept of formative experience by recovering its critical and emancipatory character and by proposing a dialogic praxis for pedagogical action. The present article investigates, from the philosophy of Jürgen Habermas, the construction of a communicative conception of education. In this way, the article is divided into two parts: (a) in the first one, we will point out the linguistic context (linguistic-pragmatic guise, communicative reason, world of life) that education is inserted; (b) to analyze, in the second moment, how the communicative concept of education is built, offering an alternative to the problem of human formation. The choice of theme is justified by opposing the instrumental rationality that, since the implantation of the technicist tendency in Brazilian education, promoted by the military governments (1964-1985), has guided the experience in Brazi</p><p>KEY-WORDS: Communicative Reason. World of Life. Education. Jürgen Habermas</p> Bruno Luciano de Paiva Silva Copyright (c) 2019 Sapere Aude 2019-07-14 2019-07-14 10 19 145 156 10.5752/P.2177-6342.2019v10n19p145-156 A CONTROVERSA RELAÇÃO DE J.-J. ROUSSEAU COM A REPÚBLICA DE GENEBRA http://periodicos.pucminas.br:80/index.php/SapereAude/article/view/19295 <p>Na filosofia de Jean-Jacques Rousseau encontramos diversos elogios a modelos políticos oriundos da Antiguidade (Esparta e Roma), assim como outros elogios à República de Genebra. A esse último modelo, o pensador dedica a obra <em>Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens.</em> Entretanto, até que ponto se pode afirmar que a ordenação política genebrina influenciou e contribuiu para a formação do pensamento político de Rousseau? Tendo essa questão como eixo central e objetivando produzir uma reflexão sobre a Genebra de Rousseau, o presente artigo pretende: primeiro, descrever como era a ordem política genebrina; segundo, tratar da relação entre Rousseau e Genebra; e, por último, correlacionar a posição que ocupa a cidade natal do autor com os seus escritos políticos apresentados na <em>Dedicatória</em> e no <em>Contrato social</em><strong> </strong>e examinar a consistência das três principais linhas interpretativas que relacionam Genebra à filosofia política de Rousseau.</p><p>PALAVRAS-CHAVE: Rousseau. República de Genebra. Relação.</p><p>ABSTRACT</p><p>In the philosophy of Jean-Jacques Rousseau we find several compliments to political models coming from Antiquity (Sparta and Rome), as well as other compliments to the Republic of Geneva. To this last model, the thinker dedicates the work <em>Discourse on the Origin and Basis of Inequality Among Men.</em> However, to what extent can one affirm that the political order of Geneva influenced and contributed to the formation of Rousseau's political thought? With this question as the central axis and aiming to produce a reflection on Rousseau's Geneva, the present article aims to: first, describe the Genevan political, second, deal with Rousseau's relationship with Geneva, and, finally, correlate the position the author's hometown occupies with his political writings presented in the <em>Dedication</em> and <em>the Social Contract</em><strong> </strong>and examine the consistency of the three main interpretive lines relating Geneva to Rousseau's political philosophy.</p><p>KEYWORDS: Rousseau. Republic of Geneva. Relationship.</p> Vital Francisco Celestino Alves Copyright (c) 2019 Sapere Aude 2019-07-14 2019-07-14 10 19 157 171 10.5752/P.2177-6342.2019v10n19p157-171 CONSIDERAÇÕES DE ARENDT SOBRE O CONCEITO DE VONTADE GERAL DE ROUSSEAU http://periodicos.pucminas.br:80/index.php/SapereAude/article/view/18072 <p>A vontade geral é um conceito fundamental no pensamento político de Rousseau; é através desse conceito que Rousseau pensa a comunidade política “legítima”, como descrita em Do contrato social, em que a liberdade de cada indivíduo é protegida e preservada. Arendt, no entanto, não compartilha dessa ideia e considera o conceito de vontade geral como descrito por Rousseau uma ameaça à política; ele a enfraquece e a destrói, uma vez que não permite a manifestação da liberdade através de ação e do debate de opiniões entre iguais. Não se pode admitir e nem aceitar ideias ou práticas políticas que tentam homogeneizar as formas de vida humana, que tentam excluir ou controlar a diversidade de opiniões. Defender a ideia de um povo homogêneo que compartilha de uma vontade geral como descrita em Do contrato social, não significa fortalecer a política, mas sim atentar contra a pluralidade humana que dá sentido à comunidade política. A proposta do presente artigo é discutir o posicionamento crítico de Arendt em relação ao conceito de vontade geral de Rousseau</p><p>PALAVRAS- CHAVE: Vontade geral. Rousseau. Pluralidade humana. Liberdade. Arendt.</p><p> ABSTRACT</p><p>The general will is a fundamental concept in Rousseau's political thinking; It is through this concept that Rousseau thinks the "legitimate" political community, where each individual's freedom is protected and preserved. Arendt, however, does not share this idea and considers the concept of general will as described by Rousseau, a threat to politics; it weakens and destroys it, since it does not allow the manifestation of freedom through action and the debate of opinions between equals. Political ideas and practices that attempt to homogenize human life forms that try to exclude or control diversity of opinion can not be accepted or accepted. Defending the idea of a homogenous people that shares a general will as described in The social contract does not mean to strengthen politics, but to attack the human plurality that gives meaning to the political community. The proposal of this article is to discuss this critical positioning of Arendt in relation to the concept of general will of Rousseau.</p><p>KEYWORDS: General will. Rousseau. Human plurality. Freedom.Arendt.</p> José João Neves Barbosa Vicente Copyright (c) 2019 Sapere Aude 2019-07-14 2019-07-14 10 19 172 183 10.5752/P.2177-6342.2019v10n19p172-183 DIMENSÕES FÍSICAS, GEOMETRIA, PERSPECTIVA, FILOSOFIA E ARTE http://periodicos.pucminas.br:80/index.php/SapereAude/article/view/19506 <p>A ideia de um espaço tridimensional começou a se formar no século XV. Antes disso, em um mundo dominado pelo aristotelismo, o espaço era vinculado à superfície e não ao volume. Foi através das artes que essa realidade começou a mudar. A perspectiva racional, definida aqui como um recurso gráfico que utiliza o efeito visual de linhas convergentes para criar a ilusão de tridimensionalidade do espaço e das formas representadas sobre uma superfície plana de um papel ou tela, nascida a partir de uma retomada da geometria euclidiana, entrou em cena para ficar no século XVI. Entre os muitos nomes que poderiam ser citados, destacaram-se o matemático e filósofo John Dee, o arquiteto e designer Filippo Brunelleschi, e o pintor e matemático Pierro della Francesca. Através da combinação das ideias e realizações desses três atores é possível entender uma época de transição entre o antigo e o moderno, em termos de ciência e arte.</p><p>PALAVRAS-CHAVE: Espaço tridimencional. Geometria. Perspectiva racional. Filosofia e arte.</p><p> </p><p>ABSTRACT</p><p>The idea of a three-dimensional space began to form in the fifteenth century. Before that, in a world dominated by Aristotelianism, space was bound to the surface and not to the volume. It was through the arts that this reality began to change. The rational perspective, defined here as a graphic resource that uses the visual effect of converging lines to create the illusion of three-dimensionality of space and forms represented on a flat surface of a paper or canvas, born from a resumption of Euclidean geometry, came into the scene to stay in the sixteenth century. Among the many names that could be cited were the mathematician and philosopher John Dee, the architect and designer Filippo Brunelleschi, and the painter and mathematician Pierro della Francesca. By combining the ideas and achievements of these three actors it is possible to understand a time of transition between the old and the modern, in terms of science and art.</p><p>KEYWORDS: Three-dimensional space. Geometry. Rational Perspective. Philosophy and Art.</p> Raquel Anna Sapunaru Copyright (c) 2019 Sapere Aude 2019-07-14 2019-07-14 10 19 184 202 10.5752/P.2177-6342.2019v10n19p184-202 KANT E O IDEALISMO: A RELAÇÃO DO EU PENSO COM A FUNÇÃO DE TODA A CIÊNCIA NO PENSAMENTO ALEMÃO http://periodicos.pucminas.br:80/index.php/SapereAude/article/view/19393 Este artigo descreve a evolução da consciência no pensamento moderno alemão. A evolução do problema sobre a fundação da ciência é discutida com base na descoberta de Descartes e seu desenvolvimento na filosofia de Kant. A retomada do princípio de certeza pelos Idealistas até o espírito absoluto de Hegel constitui o centro da investigação, que se conclui com a superação total do mundo objetivo. As polêmicas que surgiram depois que Kant limitou a razão humana é o centro dos debates para o mais importante grupo de filósofos modernos. Fichte, que começou respondendo aos ataques provenientes do ceticismo, aboliu partes destes limites e reinaugurou o pensar ilimitado. Schelling, que nunca se sentiu à vontade com a limitação “preguiçosa” do intelecto, lançou para frente e para o alto as capacidades do saber humano. Por fim, Hegel, concluindo esse caminho, demonstrará que nenhuma ciência se funda fora do pensar humano, e buscará na metafísica mais alta de Aristóteles a referência para o pensamento que pensa a si mesmo. Lindomar Rocha Mota Copyright (c) 2019 Sapere Aude 2019-07-14 2019-07-14 10 19 203 220 10.5752/P.2177-6342.2019v10n19p203-220 PARRESÍA E CINISMO COMO MODO DE VIDA: FOUCAULT E A AÇÃO POLÍTICA http://periodicos.pucminas.br:80/index.php/SapereAude/article/view/20700 <p>Este artigo<em> </em>busca analisar as relações e tensões entre <em>parresía</em> política e <em>parresía</em> cínica que Michel Foucault apresenta nos últimos cursos no <em>Collège de France</em>, a saber,<strong> </strong><em>Le gouvernement de soi et des autres </em>e<em> La courage de la vérité </em>de 1983 e 1984. Partimos de duas noções de política em Foucault: política como estratégia de governamentalidade e política como resistência e insurreição. O texto se empenha em problematizar as formas institucionais de participação política e traz como hipótese principal que a forma de vida cínica pode oferecer um conteúdo importante para a ação política. A forma de vida cínica passa pela valorização da corporeidade, pela vida simples e desapegada e pelo distanciamento dos costumes culturais e políticos. A partir dessa descrição do cinismo pleiteamos uma ampliação da comunidade moral e política.</p><p>PALAVRAS-CHAVE:<strong> </strong><em>Parresía</em>. Cinismo,<strong> </strong>Democracia. Ação Política. Modo de Vida. <strong></strong></p><p> </p><p>ABSTRACT</p><p>This paper seeks to analyze the relations and tensions between political <em>parrhesia</em> and cynical <em>parrhesia</em> that Michel Foucault presents in his last years at the <em>Collège de France</em>, namely<em>, Le gouvernement de soi et des autres</em> de 1883 and <em>La courage de la vérité</em> de 1984. We start from two notions of politics in Foucault: politics as strategy of governmentality and politics as resistance and insurrection. The text tries to problematize the institutional forms of political participation and he brings as the main hypothesis that the cynical way of life can offer important content for political action. The cynical way of life goes through the valuation of corporeality, the simple and detached life and the distancing of cultural and political mores. From this description of cynicism, we plead for an expansion of the moral and political community.<strong></strong></p><p>KEYWORDS:<strong> </strong><em>Parrhesia.</em> Cynicism. Democracy. Political Action. Way of life.</p> Sergio Fernando M. Corrêa Copyright (c) 2019 Sapere Aude 2019-07-14 2019-07-14 10 19 221 234 10.5752/P.2177-6342.2019v10n19p221-234 O CONCEITO DE PERSONALIZAÇÃO DE LIPOVETSKY COMO CHAVE PARA ENTENDER A NOÇÃO DE PÓS-VERDADE http://periodicos.pucminas.br:80/index.php/SapereAude/article/view/19987 <p>O presente artigo tem em vista analisar a proposta de Gilles Lipovetsky que caracteriza a nossa época como hipermoderna a partir do processo de personalização. Procuramos evidenciar que tal processo de personalização conduz a um individualismo que se manifesta de forma nítida em uma dinâmica consumista interferindo na relação do sujeito com a sociedade e ao mesmo tempo procuramos evidenciar em que medida a pós-verdade é uma consequência direta desse processo. Para tal objetivo iniciamos com o tema do individualismo e como ele foi proposto por Louis Dumont; em seguida analisamos como o termo para caracterizar a nossa época se torna em si uma questão problemática a partir da visão de diversos autores, para depois focarmos no conceito de personalização formulado por Gilles Lipovetsky e tentar compreender em que medida esse processo conduz à noção de pós-verdade e ao mesmo tempo pensar a tarefa da filosofia diante desse cenário.</p><p>PALAVRAS-CHAVE: Personalização. Individualismo. Hipermodernidade. Pós-verdade.</p><p> ABSTRACT</p><p>The present article aims to analyze the proposal of Gilles Lipovetsky that characterizes our time as the hypermodern era from the process of personalization. We try to show in this article that this process of personalization leads to an individualism that manifests itself clearly in a consumerist dynamic interfering in the relation of the subject with the society and at the same time we try to evidence to what extent the post-truth is a direct consequence of this process . For this purpose we began with the theme of individualism and as it was proposed by Louis Dumont, then we analyze how the term to characterize our age becomes a problematic issue from the perspective of several authors and then focus on the concept of personalization formulated by Gilles Lipovetsky to try to understand to what extent this process leads to the notion of post-truth and at the same time to think the task of philosophy before this scenario.</p><p>KEYWORDS: Personalization, Individualism, Hypermodernity. Pos-Truth.</p> Fabiano veliq Copyright (c) 2019 Sapere Aude 2019-07-14 2019-07-14 10 19 235 249 10.5752/P.2177-6342.2019v10n19p235-249 MARXISMO, SUJEITO E SUBJETIVIDADE. NEGRI DIANTE DO ANTI-HUMANISMO ALTHUSSERIANO http://periodicos.pucminas.br:80/index.php/SapereAude/article/view/18852 <p>Um debate de longa data no interior do marxismo é o entre perspectivas que tenderiam para uma leitura da obra marxiana centrada nas análises sobre a constituição de sujeitos políticos de e em luta, na constituição de uma classe social revolucionária que enfrente a exploração capitalista, e perspectivas centradas nas transformações do capitalismo ou nas dinâmicas estruturais da economia. Podemos dizer, esquematicamente, que as primeiras perspectivas são “subjetivistas” e as segundas “objetivistas”. Nos anos 1960 esse debate se viu determinado pela chamada polêmica do anti-humanismo, lançada por Louis Althusser contra o marxismo por ele criticado como humanista, visto que advogaria por uma noção de Sujeito idealista e abstrata, descolada dos processos estruturais da economia política capitalista. Antonio Negri, por sua vez, deu e dá grande importância para a noção de subjetividade na análise crítica e enfrentamento do capitalismo. Negri, entretanto, não ignora as críticas efetuadas por Althusser ao chamado humanismo, tomando-as como pré-requisito para o desenvolvimento original de sua teoria. Mostramos, portanto, como Althusser desenvolve suas críticas do Sujeito e do humanismo para então desenvolver as posições de Negri diante destas, a construção de sua própria teoria da subjetividade, resgatada do Marx dos <em>Grundrisse</em>, e apontar as limitações do pensamento althusseriano no que concerne à subjetividade.</p><p class="corpodotexto">PALAVRAS-CHAVE<strong>: </strong>Sujeito. Anti-humanismo. Subjetividade. Negri. Althusser.</p><p class="corpodotexto"> ABSTRACT</p><p class="corpodotexto">A long-standing debate within Marxism is the one between perspectives that would tend towards a reading of the Marxian work centered on analyzes of the constitution of political subjects in and in class struggle, the constitution of a revolutionary social class facing capitalist exploitation, and perspectives centered on the transformations of capitalism or the structural dynamics of the economy in general. We can say, schematically, that the first perspective are "subjectivist" and the second one "objectivist". In the 1960s this debate was determined by Louis Althusser's so-called polemic of anti-humanism, in which he criticized certain Marxism as an humanism, since it would advocate for an idealist and abstract notion of subject detached from the structural processes of capitalist political economy. Antonio Negri, in turn, gave and gives great importance to the notion of subjectivity in the dynamics and confrontation of capitalism. Negri, however, does not ignore the criticisms made by Althusser of the humanism, taking them as a prerequisite for the original development of his theory. We thus show how Althusser develops his criticisms of the Subject and humanism to develop Negri's positions for and against them, the construction of his own theory of subjectivity, rescued from Marx’s <em>Grundrisse</em>, and we point out the limitations of Althusser's thought as regards subjectivity.</p><p class="corpodotexto">KEYWORDS<strong>: </strong>Subject. Antihumanism. Subjeticvity. Negri. Althusser.<strong></strong></p> Émerson Pirola Copyright (c) 2019 Sapere Aude 2019-06-02 2019-06-02 10 19 250 273 10.5752/P.2177-6342.2019v10n19p250-273 AS FUNÇÕES DA RAZÃO NO DE OFFICIIS DE M. T. CICERO http://periodicos.pucminas.br:80/index.php/SapereAude/article/view/18039 <p class="TableContents">Pretendemos extrair uma compreensão geral do significado do termo <em>ratio</em> na obra <em>De officiis </em>de M. T. Cícero e, por extensão em sua obra política em geral, a fim de termos uma noção menos estreita do que Cícero compreendia sobre a <em>ratio </em>e, consequentemente, sobre o significado da própria razão, sua função e sua utilidade para o bem da conduta moral individual e para o bem da <em>re publica.</em></p><p class="TableContents">PALAVRAS-CHAVE:<strong> </strong>Razão. <em>De officiis. </em>Cícero. Filosofia romana.<strong></strong></p><p class="TableContents"><strong> </strong>ABSTRACT</p><p class="TableContents">We intend to extract a general understanding of the meaning of the latin term <em>ratio</em> into the M. T. Cicero's <em>De officiis </em>and<em>, </em>by extension, in his political work in general, in order to have a less narrow notion than Cicero understood about the <em>ratio</em> and consequently about the meaning of reason itself, its function and its usefulness for the sake of individual moral conduct and for the good of the public.</p><p class="TableContents">KEYWORDS<strong>:</strong> Reason. <em>De officiis. </em>Cicero. Roman philosophy.<strong></strong></p> Bruno Rodrigo D'Ambros Copyright (c) 2019 Sapere Aude 2019-06-02 2019-06-02 10 19 274 281 10.5752/P.2177-6342.2019v10n19p274-281 O OUTRO E A SOLIDARIEDADE: UMA ANÁLISE EXISTENCIALISTA DO CISMA ÉTICO NA CONTEMPORANEIDADE http://periodicos.pucminas.br:80/index.php/SapereAude/article/view/17769 <p>Embora a solidariedade possa ser confundida com um valor absoluto, assumimos a empreitada de demonstrar como ela pode ser lida no cerne da perspectiva sartriana. Nesse lugar epistemológico, reconhecemos que todos os valores são constituições humanas, pois partem da liberdade, em situação. Demonstraremos, aqui, como o encontro entre os indivíduos é marcado por uma imediatez banal que pode alimentar condutas de má fé<a title="" href="file:///C:/Users/User/Desktop/SAPERE%20AUDE%20-%20Geral/SAPERE%20AUDE_2019%20(1)/Livre/O%20OUTRO%20E%20A%20SOLIDARIEDADE.doc#_ftn1">[1]</a> e, por conseguinte, instaurar um ambiente de inautenticidade e de colapso moral. Nossa proposta versa sobre a discussão acerca das relações autênticas e tensionais que, a nosso ver, responderiam o problema do reconhecimento contemporâneo. Inclinamo-nos a demonstrar como o encontro com o outro — enquanto outro —, indica uma força na compreensão existencialista humanista de Sartre. Requisitamos, assim, a análise da solidariedade, aos moldes do pensamento sartriano, como escapamento das <em>percepções banais</em> do outro.</p><p>PALAVRAS-CHAVE: Solidariedade. Valor. Liberdade. Situação.</p><p>ABSTRACT</p><p>Although solidarity can be confused with an absolute value, we undertake a task of demonstrating how it can be read without the sartrian perspective. In this place of speech, we recognized that all values are human constitutions, because they depart from freedom, in situation. We will demonstrate here how the encounter between the components and the content by a banal immediacy that can feed bad faith conducts and therefore, establish an environment of inauthenticity and moral collapse. Our proposal for a discussion of authentic and tentative relations, one might say, would respond to the problem of contemporary recognition. We are inclined to show how the encounter with the other - as another - indicates a strength in Sartre's existentialist humanist understanding. We thus require the analysis of solidarity, in the molds of Sartrian thought, as an escape from the <em>banal perceptions</em> of the other.</p><p>KEYWORDS: Solidarity. Value. Freedom. Situation.</p><div> </div> Teixeira Teixeira Teixeira Copyright (c) 2019 Sapere Aude 2019-06-02 2019-06-02 10 19 282 293 10.5752/P.2177-6342.2019v10n19p282-293 A ÉTICA EM LUC FERRY: UM HUMANISMO FUNDAMENTADO NOS VALORES CRISTÃOS http://periodicos.pucminas.br:80/index.php/SapereAude/article/view/17013 <p>Para Luc Ferry o final do século XX trouxe em seu bojo uma aparente crise do dever e com ela o fim dos fundamentos das normas morais no universo religioso ou mesmo nos ideais revolucionários. Com isso, a reflexão ética ganha novos contornos, o que vemos acontecer, por exemplo, no pensamento de Ferry que caracterizará a ética como o fundamento da vida humana, pois ela se encarrega da questão da salvação, ou seja, do sentido da vida do homem. Num humanismo em que as visões tradicionais do mundo e as concepções religiosas da ética caducaram, o homem moderno se vê diante da seguinte indagação: o que me é permitido esperar? Não podemos hesitar em retirar o Deus revelado como fundamento de nossa resposta. É através de uma secularização da ética que poderemos reconhecer os valores transcendentais que fundamentam os princípios morais pensados como algo puramente humano e que mesmo assim possui caráter absoluto e universal. Nesse sentido é a liberdade do homem associada à sua capacidade reflexiva que permitem ao indivíduo encontrar dentro de si valores que se apresentam como superiores à sua subjetividade. Assim, o homem descobre, através de sua consciência, que há valores que o transcendem e parecem valer para os demais.</p><p>PALAVRAS-CHAVE:<strong> </strong>Humanismo. Ética. Laicismo. Amor. Secularização.</p><p> ABSTRACT</p><p>For Luc Ferry the twentieth century’s end has brought in its wake an apparent crisis of duty and with it the end of the foundations of moral norms in the religious universe or even in revolutionary ideals. In order to this, the ethical reflection earns new contours, what we see happening, for example, the Ferry’s thought responsible for characterize ethics as the foundation of human life, as it is in charge of the issue of salvation, that is, the meaning of human life . A humanism where traditional worldviews and religious conceptions of lapsed ethics, modern man is faced with the following question: What is allowed me to wait? We can’t hesitate to pull the God revealed as the foundation of our response. It is through a secularization of ethics that we recognize the transcendent values that underlie the moral principles thought of as purely human and It still has absolute and universal character. In this sense, the man’s freedom is associated with its reflective ability that allows the individual to find within itself values that present themselves as superior the life. In this way, man finds out from his awareness that there are values that transcend their subjectivity and appear to be true for others.</p><p>KEYWORDS:<strong> </strong>Humanism. Ethics. Secularismo. Love. Secularizacion.<strong></strong></p> Douglas Willian Ferreira Copyright (c) 2019 Sapere Aude 2019-06-02 2019-06-02 10 19 294 309 10.5752/P.2177-6342.2019v10n19p294-309 AS CONTRIBUIÇÕES DA PSICANÁLISE À EDUCAÇÃO http://periodicos.pucminas.br:80/index.php/SapereAude/article/view/20398 <p>RESUMO</p><p>Este texto discute as contribuições da psicanálise à educação e recolhe dos textos freudianos e lacanianos alguns conceitos que podem auxiliar na elucidação do fenômeno educativo. O trabalho enfatiza, nessa interlocução, a dimensão do impossível e a lógica do inconsciente na cena escolar.</p><p>PALAVRAS-CHAVE: Psicanálise. Educação. Inconsciente. Impossível.</p><p>ABSTRACT</p><p>The text discusses the contributions of psychoanalysis to education and collate from the Freudian and Lacanian texts some concepts that may assist in the elucidation of the educational phenomenon. Emphasized this interlocution the extent of the impossible and the logic of the unconscious in the school scene.</p><p>KEY WORDS: Psychoanalysis. Education. Unconscious. Impossible.</p> Margaret Pires do Couto Copyright (c) 2019 Sapere Aude 2019-06-02 2019-06-02 10 19 310 318 10.5752/P.2177-6342.2019v10n19p310-318 A PRIORIDADE TEMPORAL DA OUSÍA E A NOÇÃO DE SEPARAÇÃO NO LIVRO Z DA METAFÍSICA DE ARISTÓTELES http://periodicos.pucminas.br:80/index.php/SapereAude/article/view/20702 <p>Esta comunicação visa abrir a discussão sobre a separação da substância apresentada por Aristóteles no Livro Z da Metafísica. Em Z 1 a substância é anterior em três aspectos, a saber quanto à definição, ao conhecimento e ao tempo. A justificativa de Aristóteles de que a substância é primeira no tempo é porque ela é a única das categorias que é separada. Com base em intérpretes contemporâneos, discutiremos a separação como separação ontológica associada ao correlato de separação definicional, apresentando, assim, um escopo embrionário da pesquisa de mestrado que está em andamento.</p><p>PALAVRAS-CHAVE<strong>:</strong> Aristóteles. Metafísica. Substância. Separação.</p><p>ABSTRACT</p><p>This communication aims to open the discussion about the separation of the substance presented by Aristotle in Book Z of <em>Metaphysics</em>. In Z 1 the substance is prior in three aspects, namely as to the definition, the knowledge and the time. Aristotle's justification that substance is first in time is because it is the only category that is separate. Based on contemporary interpreters, we will discuss the separation as ontological separation associated with the definitional separation correlate thus presenting an embryonic scope of the master's research that is underway.</p><p>KEY-WORDS: Aristotle. <em>Metaphysics.</em> Substance. Separation.</p> Francisco Messias Cândido de Medeiros Copyright (c) 2019 Sapere Aude 2019-06-02 2019-06-02 10 19 319 327 10.5752/P.2177-6342.2019v10n19p319-327 EXTREMUS NECESSITATIS CASUS E O IMPERIUM A PARTIR DA OBRA DE GIORGIO AGAMBEN http://periodicos.pucminas.br:80/index.php/SapereAude/article/view/20704 <p>O autor filósofo italiano Giorgio Agamben em sua obra <em>Estado de exceção</em> revisita o pensamento teórico de um importante jurista e filósofo político do século XX, o alemão Carl Schmitt. Há uma evidente apreensão pelos estudiosos do tema em dispor sobre os limites e extensão de medidas excepcionais em momentos de caos ou anomia, desta forma, o sintético texto acadêmico busca indagar e se orientar por rastros temáticos relativos ao estado de exceção. A citada obra enuncia como a suspensão da ordem jurídica pode ser encarada como natural em momentos nos quais as estruturas públicas sofrem ameaças ou possíveis dissoluções, retomando assim o pensamento schimitiano. É com a <em>extremus necessitatis casus</em> que surge a interlocução sobre a decretação do estado de exceção. Perquirir sobre o entendimento, bem como a relação entre a anomia e a norma vigente pode ser inserida em um real contexto jurídico e é de suma importância para entender o manejo desses institutos na politização dos poderes republicanos na contemporaneidade. Fazer com que o poder judiciário possa “agir” como reflexo do superego da sociedade brasileira é também discutir a necessidade e alcance de uma convicção soberana ao se decidir sobre o estado de exceção.</p><p>PALAVRAS-CHAVE: Estado de exceção. Anomia. Soberano. Schmitt.</p><p> RESUMEN</p><p>El autor filósofo italiano Giorgio Agamben en su obra Estado de Excepción revisita el pensamiento teórico de un importante jurista y filósofo político del siglo XX, el alemán Carl Schmitt. Hay una evidente aprehensión por los estudiosos del tema en disponer sobre los límites y extensión de medidas excepcionales en momentos de caos o anomia, de esta forma, el sintético texto académico busca indagar y orientarse por rastros temáticos relativos al estado de excepción. La citada obra enuncia como la suspensión del orden jurídico puede ser considerada como natural en momentos que las estructuras públicas sufren amenazas o posibles disoluciones, retomando así el pensamiento schimitiano. Es con la extremus <em>necesitas casus</em> que surge a la interlocución sobre la decretación del estado de excepción. Por lo que se refiere al entendimiento, así como la relación entre la anomia y la norma vigente puede ser insertada en un real contexto jurídico es de suma importancia para entender el manejo de estos institutos en la politización de los poderes republicanos en la contemporaneidad. Hacer que el poder judicial pueda "actuar" como reflejo del superyó de la sociedad brasileña es también discutir la necesidad y alcance de una convicción soberana al decidir sobre el estado de excepción.</p><p>PALABRAS CLAVE: Estado de Excepción. Anomalía. Soberano. Schmitt.</p> Fernando Bretas Vieira Porto Copyright (c) 2019 Sapere Aude 2019-06-02 2019-06-02 10 19 328 335 10.5752/P.2177-6342.2019v10n19p328-335 O FENÔMENO RELIGIOSO EM HUME: NATURALISMO E CETICISMO http://periodicos.pucminas.br:80/index.php/SapereAude/article/view/19979 <p>Nosso artigo se divide em três partes. Na primeira vamos apresentar os problemas epistemológicos que Hume considera dignos de tratamento filosófico. A segunda parte aborda a dimensão fenomenológica das crenças religiosas, trata-se dos processos de formação de crenças religiosas. A terceira e última parte apresenta as críticas de Hume que rechaçam o argumento do desígnio, que se encontram explicitamente formuladas no <em>Diálogo sobre as Religiões Natural</em><a title="" href="file:///C:/Users/User/Desktop/SAPERE%20AUDE%20-%20Geral/SAPERE%20AUDE_2019%20(1)/Comunica%C3%A7%C3%A3o/O%20FEN%C3%94MENO%20RELIGIOSO%20EM%20HUME%20Comunica%C3%A7%C3%A3o.docx#_ftn1">[1]</a>, obra publicada postumamente.</p><p>PALAVRAS-CHAVE: Hume. Religião. Naturalismo. Ceticismo.</p><p> ABSTRACT</p><p>Our article is divided into three parts. In the first one we will present the epistemological problems that Hume considers worthy of philosophical treatment. The second part deals with the naturalistic dimension of religious beliefs, the processes of formation of religious beliefs. The third and final chapter presents Hume's skeptical criticisms, which are explicitly formulated in the <em>Dialogue on Natural Religions</em>, a work published posthumously.</p><p>KEYWORDS: Hume. Religion. Naturalism. Skepticism.</p><div> </div> Crysman Dutra Cleiton F. D. Barbosa Andreza C. D. Barbosa Copyright (c) 2019 Sapere Aude 2019-06-02 2019-06-02 10 19 336 345 10.5752/P.2177-6342.2019v10n19p336-345 FREUD E A FILOSOFIA: INCIDÊNCIAS DE FRIEDRICH NIETZSCHE http://periodicos.pucminas.br:80/index.php/SapereAude/article/view/20224 <p class="CorpoA">O presente artigo tem como objetivo uma investigação de possíveis atravessamentos da filosofia de Friedrich Nietzsche na psicanálise de Sigmund Freud. Esclarece, em primeiro lugar, a controversa relação de Freud com a filosofia de maneira geral, ressaltando uma postura inicial de entusiasmo por este campo do saber, depois de recusa e afastamento aparentemente intencional. Entende que este distanciamento é um posicionamento político por parte de Freud para evitar demasiadas influências externas na formulação de sua teoria. Depois, destaca as menções a Nietzsche encontradas ao longo da obra freudiana e, por fim, examina as incidências do filósofo que poderiam ser encontradas na psicanálise. Através desta análise percebe-se como Freud, apesar de declarar não conhecer a obra de Nietzsche, demonstra leitura e conhecimento dela. Conclui destacando que o conceito freudiano de inconsciente e o de Além-do-homem nietzschiano, aqui eleitos como conceitos-chave para pensar esses atravessamentos, marcam pontos privilegiados de convergência e divergência para ambos os autores.</p><p class="CorpoA">PALAVRAS-CHAVE<strong>:</strong> Psicanálise. Filosofia. Consciente. Inconsciente. Além-do-homem.</p><p class="CorpoA"><strong> </strong>ABSTRACT</p><p class="CorpoA">The present article aims at an investigation of possible incidence of Friedrich Nietzsche's philosophy in Sigmund Freud's psychoanalysis. It clarifies, firstly, Freud's controversial relationship with philosophy in general, emphasizing an initial posture of enthusiasm for this field of knowledge, and then apparently an intentional refusal and withdrawal from it. It understands that Freud`s detachment is a political position on his part to avoid too many outside influences in the formulation of his theory. It then highlights the references to Nietzsche found throughout the Freudian work and, finally, examines the incidences of the philosopher that could be found in psychoanalysis. It concludes by pointing out that the Freudian concept of the unconscious and that of the Nietzschean <em>Übermensch, </em>here as key concepts for thinking about these intersections, mark privileged points of convergence and divergence for both authors.</p><p class="CorpoA">KEYWORDS<strong>:</strong> Psychoanalysis, Philosophy. Conscious. Inconscious. <em>Übermensch. </em></p> Wellington Santos João Lucas Santos Ulhoa Copyright (c) 2019 Sapere Aude 2019-06-02 2019-06-02 10 19 346 368 10.5752/P.2177-6342.2019v10n19p346-368 SOBRE A PIEDADE (ÉLEOS) E A INDIGNAÇÃO (NEMESÂN) NA RETÓRICA DE ARISTÓTELES http://periodicos.pucminas.br:80/index.php/SapereAude/article/view/20708 <p>Esta comunicação pretende abordar uma das perspectivas sobre o problema das paixões em Aristóteles, no contexto de sua teoria das paixões. Nesta análise, após apresentarmos o problema geral das paixões (ou emoções) na filosofia do estagirita, nos deteremos na abordagem a partir do livro II da <em>Retórica</em> e, dentre as paixões ali examinadas, na piedade (<em>éleos</em>) e indignação (<em>nemesân</em>), estudando como esse par atua nos discursos persuasivos e interferem no juízo dos interlocutores do processo retórico. Tal articulação leva a questão do discurso, e consequentemente das paixões para o âmbito ético-político, demonstrando como o exercício da cidadania era, em suma, um exercício da persuasão. Tentaremos articular os tipos de discurso e os elementos fundamentais da retórica, e a importância do <em>páthos</em> para o convencimento, estabelecendo a importância da relação do orador com sua assembleia.</p><p>PALAVRAS-CHAVE: Paixões. <em>Éleos</em>. <em>Nemesân</em>. Retórica. Aristóteles.</p><p>ABSTRACT</p><p>This communication intends to approach one of the perspectives on the problem of the passions in Aristotle, in the context of his theory of the passions. In this analysis, after presenting the general problem of passions (or emotions) in the philosophy of stagirita, we will dwell on the approach from Book II of Rhetoric and, among the passions examined therein, in piety and indignation, as this pair acts on the persuasive discourses and interferes in the judgment of the interlocutors of the rhetorical process. Such articulation takes the issue of discourse, and consequently of passions to the ethical-political arena, demonstrating how the exercise of citizenship was, in short, an exercise in persuasion. We will try to articulate the types of discourse and the fundamental elements of rhetoric, and the importance of the pthos to the conviction, establishing the importance of the relation of the speaker to his assembly</p><p>KEY WORDS: Passions. <em>Éleos</em>. <em>Nemesân</em>. Rhetoric. Aristotle.</p> Daniel Felipe Couto Vieira Silva Copyright (c) 2019 Sapere Aude 2019-06-02 2019-06-02 10 19 369 381 10.5752/P.2177-6342.2019v10n19p369-381 PLATÃO E A APRENDIZAGEM DO OLHAR EM JOÃO GUIMARÃES ROSA http://periodicos.pucminas.br:80/index.php/SapereAude/article/view/20709 <p>RESUMO</p><p>Guimarães Rosa foi o escritor que, como poucos, soube explorar as potencialidades do olhar na experiência de seus personagens para que estes criassem, a partir daí, um universo simbólico para a renovação de si mesmos e do mundo que os cerca. O aprendizado do olhar em Rosa pode ser comparado com o processo em que o prisioneiro, na alegoria da caverna, liberta-se, e sucessivamente passa de um estado de ignorância, em que via apenas o ilusório e o aparente, para a visão das formas puras e inteligíveis. Platão compara o sol com a forma do Bem. Um texto do escritor mineiro ilustra esse aprendizado do olhar em paralelo com a visão platônica: a novela <em>Campo geral</em>. Nela, o personagem central é uma criança míope de oito anos que, num processo de descoberta do mundo, renova o seu olhar a cada momento, a exemplo do prisioneiro liberto da alegoria da caverna. </p><p>PALAVRAS-CHAVE:<strong> </strong>Guimarães Rosa. Platão. Olhar. Campo geral.</p><p> ABSTRACT</p><p>Guimarães Rosa was the author who, as few, knew how to exploit the look potentialities in his character’s experiences to enable them to create, from then on, the symbolic universe for the renewal of themselves and the world around. The learning of the look in Guimarães Rosa can be compared with the process where the prisioner, in the allegory in the cave, releases himself, and successively goes from an ignorance state, when he could only saw the illusory and apparent, to the intelligible and pure forms. Plato compares the sun with the Good forms. A specific text of the mineiro writer illustrates this learning of the look in parallel with the platonic vision: the <em>Campo geral</em> novel. Its main character is an eight-years-old shortsighted child who, in his world discovery proccess, renews his outlooks at each moment, at is done by prisioner released from the allegory of the cave. </p>KEY-WORDS: Guimarães Rosa. Plato. Look. Campo geral João Batista Costa Filho Copyright (c) 2019 Sapere Aude 2019-06-02 2019-06-02 10 19 382 388 10.5752/P.2177-6342.2019v10n19p382-388 A ALTERIDADE FEMININA http://periodicos.pucminas.br:80/index.php/SapereAude/article/view/19966 <p>A tradição filosófica, quando abordou a questão da existência da mulher, manteve seu olhar normativo e excludente, diferenciando o feminino do masculino, enquanto este último assumia o lugar de dominação, no topo da hierarquia. Este trabalho tem por objetivo apresentar os momentos em que essa perspectiva esteve presente nas reflexões filosóficas, desde o período clássico até o contemporâneo. Diante disso, surge o tema da alteridade em Levinas para ampliar a reflexão e propor uma maneira de evidenciar a presença da mulher em um meio de multirrelações. A alteridade se apresenta diante da realidade do mundo feminino sem a pretensão de descrever o modo do existir enquanto identidade, nem se opor ao mundo masculino, nem tampouco reafirmar as diferenças entre o binário homem-mulher. Fica claro que a proposta de Lévinas, sob a ótica deste trabalho, coloca a mulher em um lugar no qual o sistema totalizante e esgotador da racionalização não a alcança. Dessa maneira, o tema da alteridade da mulher se coloca como importante para tentar restaurar e restituir seu valor e, ainda mais, a sua humanidade que ficou submetida ao sujeito ideal masculino.</p><p>PALAVRAS-CHAVE: Alteridade. Feminino. Levinas.</p><p> RESUMEN</p><p>La tradición filosófica, cuando abordó la cuestión de la existencia de la mujer, mantuvo su mirada normativa y excluyente, diferenciando lo femenino de lo masculino, mientras que éste asumía el lugar de dominación, en la cima de la jerarquía. Este trabajo tiene por objetivo presentar los momentos en que esa perspectiva estuvo presente ante las reflexiones filosóficas, desde el período clásico hasta el contemporáneo. Ante esto, surge el tema de la alteridad en Levinas para ampliar la reflexión y proponer una manera de evidenciar la presencia de la mujer en un medio de múltiples relaciones. La alteridad se presenta ante la realidad del mundo femenino sin la pretensión de describir el modo de existir como identidad, ni oponerse al mundo masculino, ni tampoco reafirmar las diferencias entre el binario hombre-mujer. Es evidente que la propuesta de Lévinas, bajo la óptica de este trabajo, coloca a la mujer en un lugar en el que el sistema totalizante y agotador de la racionalización no la alcanza. De esta manera, el tema de la alteridad de la mujer se plantea como importante para intentar restaurar y restituir su valor, y aún más, su humanidad que quedó sujeta al sujeto ideal masculino.</p><p>PALABRAS CLAVE: Alteridad. Femenina. Levinas.</p> Lourival Robty Santos de Souza Copyright (c) 2019 Sapere Aude 2019-06-02 2019-06-02 10 19 389 397 10.5752/P.2177-6342.2019v10n19p389-397 O EROTISMO COMO EXPERIÊNCIA INFINITA, EM GEORGES BATAILLE http://periodicos.pucminas.br:80/index.php/SapereAude/article/view/20710 <p>Este trabalho investigará o modo como Georges Bataille trata o erotismo e relacionará este com outros tópicos necessários à compreensão de tal temática – tais como o Bem e o Mal, o profano e o sagrado. Para isso, partirá da descrição batailliana da gênese dos mundos e do homem, como escrita em <em>Teoria da religião</em>, a partir da condição animal inicial e através de utilização da ferramenta – tais criações coincidindo com o aparecimento do trabalho e da razão. Depois de esclarecidas todas as anteriormente citadas criações – etapas indispensáveis para o entendimento do erotismo – que compõem o dilema do homem, se debruçará sobre o inevitável sufocamento vivenciado por este na vida ordinária. A partir de então aparecerá a dicotomia entre Bem e Mal, e como, enquanto o Bem oprime, o Mal é experimentado como a libertação das travas criadas pelos tabus, a sustentação da vida humana e corriqueira. A pesquisa sobre o erotismo propriamente dito virá logo em sequência, apontando a essa altura suas especifidades como forma de Mal e como ele se dá em suas diferentes manifestações.</p><p>PALAVRAS-CHAVE: Bem. Erotismo. Indivíduo. Limite. Mal. Profano. Sagrado.</p><p> ABSTRACT</p><p>This work will investigate the manner in which Georges Bataille treats erotism, and it will link that to other topics which are necessary to the understanding of such theme – Good and Evil, the profane and the sacred. In order to do that, it will depart from the Bataillean description of the worlds and the man genesis, as written in the religion Theory, from the initial animal condition and by the utilization of tools – such creations coincided with the appearance of work and reasoning. After clarifying all the previously mentioned creations – indispensable stages for the understanding of erotism – which make up the dilemma of the man, this paper will look over the inevitable suffocation experienced by him in his ordinary life. From that moment on, the Good and Evil dichotomy emerges, and as the Good oppresses, the Evil is experienced as the liberation of the bondages created by taboos, the sustenance of human and everyday life. The research on erotism per se will come right after, pinpointing at this point its specificities in the form of Evil and how it unravels in its manifestations.</p><p>KEYWORD:Animal. Good. Erotism. Subject. Limit. Evil. Profane. Sacred.</p> Pedro Morais Vasques Copyright (c) 2019 Sapere Aude 2019-06-02 2019-06-02 10 19 398 406 10.5752/P.2177-6342.2019v10n19p398-406 O JOVEM HEGEL E OS PROBLEMAS DA SOCIEDADE CAPITALISTA http://periodicos.pucminas.br:80/index.php/SapereAude/article/view/20711 <p>LUKÁCS, GYÖRG. <strong>O jovem Hegel e os problemas da sociedade capitalista</strong>. São Paulo: Boitempo, 2018.</p><p>Título original: <em>Der junge Hegel und die Probleme der kapistalistischen Gesellschaft</em></p> Ana Selva Albinati Copyright (c) 2019 Sapere Aude 2019-06-02 2019-06-02 10 19 407 416 PAUL RICOEUR: OS SENTIDOS DE UMA VIDA http://periodicos.pucminas.br:80/index.php/SapereAude/article/view/20632 <p>Dosse, F. <strong>Paul Ricoeur: Os sentidos de uma vida (1913-2005)</strong>. São Paulo: LiberArs, 2017.</p><p>Título original: <em>Paul Ricoeur: les sens d'une vie (1913-2005)</em></p> Wanderley Martins Cunha Copyright (c) 2019 Sapere Aude 2019-06-02 2019-06-02 10 19 417 424 VIAGEM NO TEMPO MENTAL E FILOSOFIA DA MEMÓRIA http://periodicos.pucminas.br:80/index.php/SapereAude/article/view/20404 <p>SANT’ANNA, André. Mental Time Travel and the Philosophy of Memory. <strong>Filosofia Unisinos</strong> 19 (1): 52–62, jan/apr 2018.</p><p><em>VIAGEM NO TEMPO MENTAL E FILOSOFIA DA MEMÓRIA</em></p> Marcos Adriano Zmijewski Copyright (c) 2019 Sapere Aude 2019-06-02 2019-06-02 10 19 425 426 ESCREVER NA UNIVERSIDADE http://periodicos.pucminas.br:80/index.php/SapereAude/article/view/20712 <p>VIEIRA, Francisco Eduardo; FARACO, Carlos Alberto. <strong>Escrever na universidade</strong>: fundamentos. v. 1. São Paulo: Parábola, 2019, 126 p.</p> Robson Figueriedo Brito Copyright (c) 2019 Sapere Aude 2019-06-02 2019-06-02 10 19 427 431 PSICOPOLÍTICA http://periodicos.pucminas.br:80/index.php/SapereAude/article/view/19586 <p>Byung-Chul Han analisa as novas formas de poder na sociedade contemporânea. Sua pergunta é: - Será que a garantia de uma vasta rede de informações torna os indivíduos mais livres? Sua tese é que os indivíduos não se tornam mais livres nas sociedades atuais porque existe um controle psicopolítico, onde eles são seduzidos por novas formas de poder e de bom grado disciplinam a si mesmos, dispensando medidas autoritárias. Assim, os indivíduos estão apenas travestidos de uma “suposta liberdade”, visto que na prática eles se submetem de maneira amigável e espontânea às demandas do sistema, tornando-se cada vez menos cidadãos.</p><p>HAN, Byung-Chul. <strong>Psicopolítica</strong>: o neoliberalismo e as novas técnicas de poder. Tradução de Maurício Liesen. Belo Horizonte: Âyiné, 2018, 117p.</p><p> Título original: Psychopolitik: <em>Neoliberalismus und die neuen Machttechniken</em></p> Valéria Lima Bontempo Copyright (c) 2019 Sapere Aude 2019-06-02 2019-06-02 10 19 432 441 SOBRE LA VIOLENCIA http://periodicos.pucminas.br:80/index.php/SapereAude/article/view/19563 <p>ARENDT, Hannah. <strong>Sobre la violencia</strong>. Tradução de Carmen Criado. Madrid: Alianza Editorial, 2018.</p><p> Título original: <em>On violence</em></p> Fernando da Silva Cardoso Rebeka Cristina Rosa Borges Copyright (c) 2019 Sapere Aude 2019-06-02 2019-06-02 10 19 442 447 FILOSOFAR E O SEU MÉTODO http://periodicos.pucminas.br:80/index.php/SapereAude/article/view/20560 <p>WILLIAMSON, Timothy. <strong>Filosofar</strong>:<strong> </strong>da curiosidade comum ao raciocínio lógico. Tradução de Vítor Guerreiro. Lisboa: Gradiva, 2019, 166 pp.</p><p> Título original: <em>Doing philosophy: from common curiosity to logical reasoning</em></p> Paulo Andrade Vitória Copyright (c) 2019 Sapere Aude 2019-06-02 2019-06-02 10 19 448 449 RELIGIÂO EM NIETZSCHE http://periodicos.pucminas.br:80/index.php/SapereAude/article/view/18344 <p>SOUSA, Mauro Araújo de. <strong>Religião em Nietzsche</strong>: “Eu acreditaria somente em um Deus que soubesse dançar”. São Paulo: Paulus, 2015.</p> Francisco Alvarenga Junnior Neto Copyright (c) 2019 Sapere Aude 2019-06-02 2019-06-02 10 19 450 453