Links na divulgação ativista: o uso do hipertexto no Facebook do Greenpeace Brasil

  • Erika Cristina Dias Nogueira Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais – CEFET-MG
Palavras-chave: Literaturas de língua portuguesa, linguística, filologia

Resumo

movimentos sociais encontraram nas redes sociais da internet um meio para divulgarem suas causas, campanhas e reivindicações. É a partir da cyberdifusão, tipo de disseminação de informações própria do espaço virtual, que eles têm a chance de se apropriarem
das novas tecnologias de forma paradoxal para se articularem e promoverem a pressão coletiva que desejam. O presente trabalho procura analisar como um movimento ambiental em específico, o Greenpeace Brasil, utiliza o hipertexto digital para construir suas informações na rede social Facebook, vista na atualidade como uma das mais adequadas para a produção cyberativista dos movimentos. Como hipertexto digital, o artigo considera uma produção textual típica dos ambientes hipermídia que utiliza conexões com outros textos por meio de links, recurso amplamente utilizado nas redes sociais digitais. Para avaliar o uso do hipertexto digital no Facebook do Greenpeace Brasil, o trabalho analisa dois posts criados pela instituição em sua página, considerando os tipos de
links e hipertextos utilizados e suas funções retóricas na construção de sentidos. Ao longo da análise, fica claro que uma informação completa e eficiente da instituição pode garantir a conquista da visibilidade e persuasão desejadas. Porém, o hipertexto quando mal
construído pode confundir o internauta e reduzir a chance de obter o resultado desejado pelo movimento ambiental.

Palavras-chave: Movimentos sociais. Ativismo online. Hipertexto digital. Links. Redes sociais digitais.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

BERNARDES, Márcio de Souza. Movimento Ambientalista e

as novas mídias: ativismo ambiental na internet para a proteção

jurídica do meio ambiente. Revista Eletrônica do Curso de

Direito da UFSM. UFSM: Santa Maria, Rio Grande do Sul,

v.8, 2012, p. 1-13.

CASTELLS, Manuell. Redes de Indignação e Esperança –

Movimentos Sociais na Era da Internet. Rio de Janeiro: Ed.

Zahar, 2013.

COSCARELLI, Carla Viana. Textos e hipertextos: procurando

o equilíbrio. Revista Linguagem em (Dis)curso. Palhoça, SC,

v.9, n.3, p.549-564, set./dez. 2009.

COSTA, Sérgio Roberto. Minidicionário do discurso

eletrônico-digital. Volume 1. Belo Horizonte: Ed. Autêntica,

GOMES, Luiz Fernando. Hipertexto no cotidiano escolar. São

Paulo: Ed. Cortez, 2011.

LEMOS, Renata; SANTAELLA, Lúcia. Redes Sociais Digitais

– a cognição conectiva do Twitter. São Paulo: Ed.Paulus, 2010.

PEREIRA, Marcus Abílio. Internet e mobilização política – os

movimentos sociais na era digital. Trabalho apresentado no

IV Encontro da Associação dos Pesquisadores Brasileiros em

Comunicação e Política (Compolítica). Realizada no Rio de

Janeiro, de 13 a 15 de abril de 2011, p. 1-26.

RIBEIRO, Ana Elisa. Leituras sobre hipertexto: trilhas para

o pesquisador. XI Simpósio Nacional de Letras e Lingúistica

e I Simpósio Internacional de Letras e Línguistica, Anais.

Uberlândia, nov.2006.

RIBEIRO, Ana Elisa. Seis clichês e uma sugestão sobre a leitura

na web. Revista Linguagem em (Dis)curso. Palhoça, SC, v.9,

n.3, p.585-602, set./dez. 2009.

SANTAELLA, Lúcia. Matrizes da linguagem e pensamento:

sonora, visual, verbal: aplicações na hipermídia. São Paulo: Ed.

Iluminuras, 2001.

Publicado
14-12-2015
Como Citar
Nogueira, E. C. D. (2015). Links na divulgação ativista: o uso do hipertexto no Facebook do Greenpeace Brasil. Cadernos CESPUC De Pesquisa Série Ensaios, 2(25), 52-69. Recuperado de http://periodicos.pucminas.br/index.php/cadernoscespuc/article/view/11103
Seção
Dossiê: mídias, redes sociais - construções de discursos, imagens e representações