A dobra errante do corpus: sobre a narrativa brasileiracontemporânea

  • Luiz Fernando Medeiros de Carvalho Universidade Federal Fluminense - UFF
Palavras-chave: literaturas de língua portuguesa, linguística, filologia

Resumo

Esta comunicação vai privilegiar escritores que preferem embaralhar a lógica realista, uma vertente constante da literatura brasileira e enveredar pela linguagem do paradoxo e do olhar para o tempo em sua vinda, como escrita da contingência, formulando uma literatura que se movimenta na brecha para o imprevisível. Se não se é aberto ao tempo em sua vinda, como escreve Lyotard, fica-se enredado numa perspectiva de acúmulo do tempo percorrido pela ação, pelo perfil construído dos personagens e pelo argumento. Forma-se um leitor que deduz, na usura do tempo acumulado, o que vai acontecer, como algo previsto pelo tempo decorrido e lido na trama, pelo que já passou. Acostumar o leitor ao desafio de uma mudança desse olhar esquadrinhador seria um posicionamento proposto por algum tipo de literatura que se inscreve como contemporânea. Ou seja, aquela capaz de acostumar o leitor a caminhar em meio a uma vasta neblina.


Palavras-chave: Literatura brasileira contemporânea. Contingência. Nomadismo.

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Referências

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Publicado
14-12-2015
Como Citar
Medeiros de Carvalho, L. F. (2015). A dobra errante do corpus: sobre a narrativa brasileiracontemporânea. Cadernos CESPUC De Pesquisa Série Ensaios, 2(25), 184-194. Recuperado de http://periodicos.pucminas.br/index.php/cadernoscespuc/article/view/11112
Seção
Dossiê: narrar e narrar-se