Cadernos CESPUC de Pesquisa Série Ensaios http://periodicos.pucminas.br/index.php/cadernoscespuc <p><strong><strong>Cadernos CESPUC de Pesquisa</strong></strong>&nbsp;- &nbsp;Revista semestral do Programa de Pós-graduação em Letras e do Centro de Estudos Luso-afro-brasileiros da PUC Minas, classificada como B3 no <em>QUALIS</em> de sua área (Línguística, Letras e Artes).</p> <p><strong>Missão</strong>: &nbsp;A missão da revista é publicar dossiês contendo artigos científicos e ensaios inéditos e de reconhecida qualidade acadêmica, produzidos por discentes do Programa de Pós-graduação em Letras da PUC Minas e de outras instituições de ensino superior nacionais e estrangeiras. Com isso, divulga trabalhos das áreas de Literatura Brasileira, Literatura Portuguesa e literaturas africanas de língua portuguesa – Literatura Angolana, Literatura Caboverdiana, Literatura Guineense, Literatura Moçambicana e Literatura Santomense –, e das diferentes áreas e subáreas de estudos da Linguística e da Filologia.</p> <p><a href="https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/veiculoPublicacaoQualis/listaConsultaGeralPeriodicos.jsf" target="_blank" rel="noopener">Classificação de periódicos quadriênio (<em>Qualis</em>) 2013-2016</a></p> pt-BR <p>The author detains permission for reproduction of unpublished material or with reserved copyright and assumes the responsibility to answer for the reproduction rights.</p> cespuc@pucminas.br (Raquel Beatriz Junqueira Guimarães) cespuc@pucminas.br (Jefferson Medeiros) seg, 12 set 2022 10:41:38 +0000 OJS 3.1.2.1 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 Páginas Iniciais http://periodicos.pucminas.br/index.php/cadernoscespuc/article/view/29219 Vera Lopes, Carlos Nogueira Copyright (c) 2022 Editora PUC Minas https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/ http://periodicos.pucminas.br/index.php/cadernoscespuc/article/view/29219 sex, 09 set 2022 00:00:00 +0000 Saramago: amor e engajamento http://periodicos.pucminas.br/index.php/cadernoscespuc/article/view/29198 Vera Lopes, Carlos Nogueira Copyright (c) 2022 Editora PUC Minas https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://periodicos.pucminas.br/index.php/cadernoscespuc/article/view/29198 qui, 08 set 2022 11:20:19 +0000 Quem se calar quando eu me calei não poderá morrer, sem dizer tudo. http://periodicos.pucminas.br/index.php/cadernoscespuc/article/view/28509 <p>Relembra-se aqui a chegada ao Brasil do <strong>Levantado do chão</strong>, as primeiras análises do romance e a evolução de suas personagens que, inicialmente sem voz, desvalidas e “esquecidas”, tornam-se capazes de um discurso próprio e chegam a líderes de uma revolução transformadora. Focalizam-se também algumas personagens femininas de outros romances do autor, buscando demonstrar o seu especial carinho pelas mulheres fortes de quem ele afirma ter sido criador, mas também criatura. Estuda-se ainda na obra saramaguiana a questão da religião, para concluir ser o autor um estranho comunista que é pessimista e um surpreendente ateu que é religioso: na verdade um grande humanista, sempre preocupado com uma enunciação dialógica problematizadora, capaz de testemunhar o sofrimento e as manobras do poder.</p> Lélia Parreira Duarte Copyright (c) 2022 Editora PUC Minas https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://periodicos.pucminas.br/index.php/cadernoscespuc/article/view/28509 seg, 12 set 2022 08:51:27 +0000 A escrita enquanto inferno: http://periodicos.pucminas.br/index.php/cadernoscespuc/article/view/28528 <p><span class="TextRun SCXW178073951 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW178073951 BCX0">O presente trabalho, tem por objetivo, realizar uma análise&nbsp;da crônica </span></span><span class="TextRun SCXW178073951 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW178073951 BCX0">“</span></span><span class="TextRun SCXW178073951 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW178073951 BCX0">Sem um braço no inferno</span></span><span class="TextRun SCXW178073951 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW178073951 BCX0">”,</span></span><span class="TextRun SCXW178073951 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW178073951 BCX0"> presente no livro, </span></span><span class="TextRun SCXW178073951 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW178073951 BCX0">A bagagem do viajante</span></span> <span class="TextRun SCXW178073951 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW178073951 BCX0">(2017</span></span><span class="TextRun SCXW178073951 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW178073951 BCX0">)</span></span><span class="TextRun SCXW178073951 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW178073951 BCX0">, do autor português, José Saramago,&nbsp;através do uso conceito de ironia enquanto reconhecimento da impotência do sujeito por si mesmo, cunhado por </span><span class="NormalTextRun SpellingErrorV2Themed SCXW178073951 BCX0">Gyorgy</span><span class="NormalTextRun SCXW178073951 BCX0"> Lukács, em sua&nbsp;obra </span></span><span class="TextRun SCXW178073951 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW178073951 BCX0">Teoria do Romance </span></span><span class="TextRun SCXW178073951 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW178073951 BCX0">(2009). Nossa intenção, portanto, parte do pressuposto de r</span></span><span class="TextRun SCXW178073951 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="none"><span class="NormalTextRun SCXW178073951 BCX0">evelar o como, o autor, faz o uso&nbsp;desta figura de linguagem, para representar&nbsp;o descontentamento do sujeito protagonista mediante ao caráter finito da vida humana,&nbsp;fazendo uso de uma margem alegórica de interpretação do conceito, de modo a incorporar a ironia enquanto personagem&nbsp;em sua ficção.</span></span></p> Isabela Padilha Papke Copyright (c) 2022 Editora PUC Minas https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://periodicos.pucminas.br/index.php/cadernoscespuc/article/view/28528 sex, 09 set 2022 11:03:23 +0000 Em defesa de uma História total: http://periodicos.pucminas.br/index.php/cadernoscespuc/article/view/28526 <p>José Saramago é um autor eminentemente histórico. Suas obras são urdidas e (re)significadas a partir desse elemento essencial que, por meio de suas lentes criativas, é capaz de se desdobrar poeticamente em diversas formas alegóricas e representativas do mundo concreto, passado e presente. Diante desse inevitável diálogo entre o literário e o histórico em sua obra, grande parte da crítica tem se dedicado, em múltiplas perspectivas analíticas, à compreensão de sua face leitora dos historiadores (VECCHIO, 2017; CERDEIRA, 2018; SILVA, 2022a), evidenciando, em especial, sua aproximação com os paradigmas marxista e da escola francesa dos Annales. O elo entre as duas correntes epistemológicas encontra-se centrado na concepção de História total, isto é, aquela que almeja compreender, em um mesmo plano narrativo, todos os sujeitos históricos, ricos e pobres, clérigos e leigos, dentre outros. A vista disso, o presente artigo objetiva elucidar como José Saramago, um declarado marxista, coaduna com essa perspectiva teórica de História Total e, ao mesmo tempo, elucidar como essa concepção materializa-se em sua literatura.</p> Mateus Roque da Silva Copyright (c) 2022 Editora PUC Minas https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://periodicos.pucminas.br/index.php/cadernoscespuc/article/view/28526 sex, 09 set 2022 11:05:38 +0000 As Intermitências da morte: http://periodicos.pucminas.br/index.php/cadernoscespuc/article/view/28523 <p>Analisamos a obra&nbsp;<em>As intermitências da morte</em>&nbsp;(2005), de José Saramago, articulando duas arenas estruturais da prosa: a da coletividade, explorada na primeira parte do livro, e os dramas humanos e amorosos vividos pelo violoncelista e pela morte “mulherificada”. A escrita de morte – tanatografia (SILVA JUNIOR, 2014) – viabiliza a verificação de tais elementos enquanto motores de um debate que atravessa política e filosofia, sistemas e condições humanas. Conforme é revelado nas arenas públicas e nas alcovas saramaguianas, discussões sobre o humano, a arte e o amor movimentam-se nessa profunda consciência de que ninguém disse a última palavra. Em interação com as categorias da alteridade e do inacabamento (BAKHTIN, 2006), o engajamento de Saramago compreende o caráter “desalienante” instigado pelas pulsões amorosas e pensamentais dessa novela filosófica das paixões como atividades essenciais (MARX, 2005). Das reverberações marxistas o caréter objetivo da história do humano foi afirmado e transformado.&nbsp;<em>As intermitências da morte&nbsp;</em>são marcadas e demarcadas pela expressão “no dia seguinte ninguém morreu” (SARAMAGO, 2005): nela, é a falta que alguém sente que leva ao outro e o caráter da história ganha camadas dialógicas e filosóficas. Se a sociedade é a soma de todos os seus relacionamentos e todos os sentidos encontram sentido no ter, no encontro com o outro constitui-se a consciência da metamorfose. Nesse sentido, José Saramago encontra na tanatografia que ama a verdadeira outra área do conhecimento – o amor.</p> Augusto Rodrigues Silva Jr, Marcos Eustáquio de Paula Neto, Sara Gonçalves Rabelo Copyright (c) 2022 Editora PUC Minas https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://periodicos.pucminas.br/index.php/cadernoscespuc/article/view/28523 sex, 09 set 2022 11:08:12 +0000 Amor e adaptação em “O homem duplicado”, de Denis Villeneuve e José Saramago http://periodicos.pucminas.br/index.php/cadernoscespuc/article/view/28521 <p>O presente artigo tem o intuito de analisar a obra “O homem duplicado”, de José Saramago, e sua adaptação para o cinema, intitulada “Enemy”, de Denis Villeneuve, e as diferentes concepções de amor presentes nas obras. O trabalho segue uma linha de raciocínio que entende a obra romanesca e fílmica com isonomia sem que se construa uma relação hierárquica entre obra de origem e adaptação. Desse modo, entende-se o diretor de cinema no mesmo patamar autoral de um autor literário, com a liberdade de alterar o material de origem conforme julgar necessário para que sua visão de mundo esteja presente na obra.</p> Frederico Teixeira Copyright (c) 2022 Editora PUC Minas https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://periodicos.pucminas.br/index.php/cadernoscespuc/article/view/28521 sex, 09 set 2022 11:10:26 +0000 A estética do homem bestificado: http://periodicos.pucminas.br/index.php/cadernoscespuc/article/view/28517 <p>As obras Ensaio sobre a cegueira (1995) e Ensaio sobre a lucidez (2004) do escritor português José Saramago mostram a transformação do homem em um ser bestializado diante do sistema capitalista que o transforma em vítima de sua própria criação. Saramago reproduz essa bestialização humana na escrita através da uma estética própria e instigante, o leitor dos ensaios se depara com a intranquilidade de obras que espelham a brutalidade do capitalismo social. Nesse caminho, o autor, através de um percurso bem delineado, nos leva a compreender a necessidade de luta do proletariado.</p> Junia Paula Saraiva Silva Copyright (c) 2022 Editora PUC Minas https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://periodicos.pucminas.br/index.php/cadernoscespuc/article/view/28517 sex, 09 set 2022 11:16:15 +0000 Gênero e gênero em Saramago http://periodicos.pucminas.br/index.php/cadernoscespuc/article/view/28514 <p align="justify"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Este trabalho explora dois sentidos da palavra gênero: o de gênero do discurso e gênero refente sexualidade feminina. O corpus são trechos da obra de José Saramago, autor reconhecido pela valorização do gênero feminino em todos os gêneros literários que ele produziu. O estudo segue a proposta teórico-metodológica proposta de Algirdas Julien Greimas. Sem pretensão de exaustividade, o trabalho tem como objetivo identificar invariantes de sentido do gênero feminino na poesia e na prosa de José Saramago. A análise dos trechos permite deduzir que as variantes figurativas femininas reiteram a invariante actancial adjuvante, já que a mulher ajuda o sujeito (individual ou coletivo) a adquirir as competências cognitivas e pragmáticas sem as quais seria frustrada a realização do contrato narrativo. A análise confirma o valor transgressivo do gênero feminino, a quem é reservado o poder de desmascarar a dissimulação ideológica, um gesto de amor à humanidade.</span></span></p> José Leite Júnior Copyright (c) 2022 Editora PUC Minas https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://periodicos.pucminas.br/index.php/cadernoscespuc/article/view/28514 sex, 09 set 2022 11:20:23 +0000 “Cegos que, vendo, não veem”: http://periodicos.pucminas.br/index.php/cadernoscespuc/article/view/28513 <p><span style="font-weight: 400;">O presente artigo busca analisar, baseado nas teorias da animalidade, a importância da visão no processo de apagamento de subjetividade. A partir de alguns escritos de Helène Cixous, que fala tanto de cegueira quanto do amor ao animal, o trabalho passa a dissecar a obra saramaguiana</span><em><span style="font-weight: 400;"> Ensaio sobre a cegueira</span></em><span style="font-weight: 400;"> e a forma como a animalização é retratada nela. O estudo se delineia de tal forma a ponto de concluir que Saramago aborda com a obra uma cegueira muito maior do que a física, que é a cegueira para o Outro, e como ela tem danificado as relações humanas e não-humanas igualmente. Conclui-se, enfim, que a verdadeira visão seria a que considera o Outro, e que a violência e a desolação retratadas e que ocorrem quotidianamente se devem a uma falta de empatia a tudo e todos que são considerados menos que humanos.</span></p> Renata Villon Copyright (c) 2022 Editora PUC Minas https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://periodicos.pucminas.br/index.php/cadernoscespuc/article/view/28513 sex, 09 set 2022 11:21:50 +0000 O ano de 1993: http://periodicos.pucminas.br/index.php/cadernoscespuc/article/view/28501 <p><strong>Resumo: </strong>Última obra da fase poética saramaguiana, <em>O ano de 1993</em> (1975), narra a jornada de pessoas contra a perseguição e a violência provocadas por forças autoritárias responsáveis por submetê-las ao controle e à hostilidade. No entanto, essa gente resiste e procura lutar coletivamente para reconquistar o seu lugar de direito. Um dos aspectos figurativizados como força auxiliadora desse povo é o amor, especialmente o relacionado ao erotismo. A propósito, o próprio corpo funciona sutilmente como meio de proteção e de alívio. A partir disso, o presente artigo pretende identificar e analisar o amor e o sexo na produção <em>O ano de 1993</em>, com o interesse de perceber a construção temático-figurativa do discurso, bem como o surgimento do efeito insólito dos acontecimentos. Para tanto, a Semiótica Discursiva greimasiana funciona nesta pesquisa como base teórica para a investigação, especialmente o nível discursivo do Percurso Gerativo de Sentido. Sendo assim, os estudos de Greimas e Courtés (2008), José Luiz Fiorin (2008) e Diana Luz Pessoa de Barros (2005) apresentam-se como fundamentais. Ademais, as referências literárias pautadas em Carlos Reis (2018), Horácio Costa (2020), Juan Arias (2003) e Octavio Paz (1994) são valiosas para a concepção crítica e analítica deste artigo.</p> Fernângela Diniz da Silva Copyright (c) 2022 Editora PUC Minas https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://periodicos.pucminas.br/index.php/cadernoscespuc/article/view/28501 sex, 09 set 2022 11:23:43 +0000 Em busca do eu desconhecido: http://periodicos.pucminas.br/index.php/cadernoscespuc/article/view/28512 <p>Em romances, contos, crônicas e livros de viagem, José Saramago trata do tema da viagem de forma recorrente. Na perspectiva filosófica, pode-se logo perceber a temática como reflexão sobre o homem e sua viagem no mundo. A viagem da vida, do ser, do “ser-no-mundo” (Heidegger). Em dupla interpretação, a viagem poder ser lida ainda como percurso do próprio texto – viagem da escrita, viagem da leitura, percorrer de sentidos em movimento, errantes como o próprio viajante. Em “O conto da ilha desconhecida”, (1998) escolhido para esse trabalho, a dupla leitura da viagem como tema é atravessada ainda pela reflexão sobre a subjetividade. No conto, a ideia de um sujeito dado como pronto, inteiro (que poderíamos relacionar ao sujeito cartesiano) é colocada em xeque para que então se apresente um outro modelo de subjetividade atravessada pelo encontro com o outro como aventura, a partir da relação amorosa desenhada no texto. Tomando “O conto da ilha desconhecida” como micro-narrativa exemplar na obra de Saramago, pretende-se mostrar como o autor coloca a questão de uma subjetividade em processo, que busca seu questionamento filosófico fora de si, no outro, e ainda na escrita. Para isso, principalmente as ideias de Derrida e Blanchot serão importantes operadores de leitura do texto.</p> Vanessa Cardozo Brandão Copyright (c) 2022 Editora PUC Minas https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://periodicos.pucminas.br/index.php/cadernoscespuc/article/view/28512 sex, 09 set 2022 11:26:23 +0000 O amor possível em José Saramago http://periodicos.pucminas.br/index.php/cadernoscespuc/article/view/28551 <p>Neste artigo, veremos que as histórias de amor escritas por José Saramago em <em>Memorial do Convento</em> (1982) e <em>História do Cerco de Lisboa</em> (1989) consistem em uma reunião de sutis e amplas manifestações de sentimentos e afetos que formam as virtudes do contato íntimo entre homens e mulheres. Com isso, o que observaremos em Saramago é um amor materializado na possibilidade do viver porque, como o próprio escritor afirma no livro-entrevista de Juan Arias, <em>Saramago: o amor possível</em>, de 2000, o amor representado em suas narrativas é sempre “possível”, sem sofrimentos desmedidos ou tarefas irrealizáveis, distante, portanto, das representações mais convencionais que se prendem aos aspectos físicos e idealizadores das relações amorosas.</p> Daniel Vecchio Alves Copyright (c) 2022 Editora PUC Minas https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://periodicos.pucminas.br/index.php/cadernoscespuc/article/view/28551 sex, 09 set 2022 11:28:01 +0000