Máquina de ver, máquina de visão: sobre usos profanatórios e subjetivações potenciais do Oculus Rift enquanto dispositivo

  • Nilson Assunção Alvarenga
  • Ana Maria Vieira Monteiro

Resumo

Diante dos atuais aparelhos de realidade virtual, que vêm ganhando a atenção dos desenvolvedores de jogos e aplicativos diversos, surgiu a necessidade de tomar o mais destacado deles, o Oculus Rift, e situá-lo em um referencial teórico, questionando-o quanto aos seus usos potenciais nas artes. Para tanto, partimos da análise de um campo de forças que atuam nos dispositivos dos quais o Oculus é precursor. Forças essas que, conforme propomos, encontram-se na tensão entre os usos previstos e os usos potenciais, sendo que os últimos, contextualizados no horizonte de uma filosofia do dispositivo, poderiam ser pensados a partir das noções de subjetivação, com Deleuze, e de profanação, com Agamben. No entanto, como buscamos contrapor, são raras as intervenções que atualizam as potências do dispositivo. Enquanto isso, um experimento chamou nossa atenção para o que se busca, com este artigo, trabalhar: modos pelos quais se pode pensar um uso profanatório de headsets de realidade virtual. Concluímos com reflexões sobre como o experimento Gender Swap joga com as forças que perpassam o dispositivo, apontando para potenciais subjetivações que rompem com suas linhas duras.

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Publicado
17-08-2016
Seção
Dossiê A noção de dispositivo e suas perspectivas teórico-metodológicas