Multiterritorialidade no Facebook: cidadãos em busca de autonomia

Resumo

Em páginas do Facebook criadas por moradores de bairros periféricos com a intenção de trocar informações hiperlocais (NUNES, 2017), os cidadãos que já compartilham uma proximidade geográfica podem criar multiterritórios de informação. Por meio do método etnográfico para internet (HINE, 2015), este artigo analisa como acontecem e quais as características dos processos de desterritorialização e reterritorialização dos sujeitos nos campos digitais. Para tal, utiliza-se o embasamento teórico de Haesbaert (2014), Santos (2006) e Lemos (2007). Conclui-se que a multiterritorialidade se dá em perfis pessoais e páginas e que os processos de reterritorialização acontecem devido à necessidade de reforçar a ideia de comunidade e de buscar a resolução de problemas sem depender do poder público.

Biografia do Autor

Alice Pavanello, Universidade Federal de Santa Maria

Professora Substituta da Universidade Federal de Santa Maria, campus Frederico Westphalen, no curso de graduação em Jornalismo. Mestra em Comunicação Midiática pelo Programa de Pós-graduação da Universidade Federal de Santa Maria. Integrante do Grupo de Pesquisa Consumo e Culturas Digitais do Poscom-UFSM. Especialista em Televisão e Convergência Digital pela Universidade do Vale dos Sinos - Unisinos (2015). Bacharel em Comunicação Social, habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Maria (2009). Atuou como repórter e editora por sete anos na RBS TV nas cidades de Santa Rosa, Bagé e Santa Maria. No período teve a oportunidade de participar de importantes coberturas nacionais como a da Tragédia da Boate Kiss, Caso do Menino Bernardo e da Seca no Rio Grande do Sul.

Publicado
12-02-2020
Seção
ARTIGOS