Jogar verso, bordar memória, cantar poética: a pandemia de Covid-19 e as mulheres do Vale do Jequitinhonha

Resumo

Este artigo apresenta as narrativas compreendidas nos jogos de versos das bordadeiras e tecelãs do Vale do Jequitinhonha durante a pandemia de Covid-19. O objeto teórico compreende as narrativas dessas mulheres. Por sua vez, o objeto empírico são os jogos de versos. Busca-se entender como essas narrativas corroboram com a memória oral e cultural dessa comunidade. Aciona-se as reflexões de Iúri Lotman (1996), Jerusa Ferreira (1995), Paul Thompson (1998), Paul Ricoeur (2007), Herman Parret (1997), Jacques Rancière (2009), Ângela Marques e Marco Prado (2018). O corpus compreende os conteúdos publicados nos canais digitais versinhos.com.br e @rodadeversos. Espera-se demonstrar como as práticas poéticas e estéticas desse grupo de mulheres acionam também a partilha da memória.

Palavras-chave: Comunicação e consumo. Partilha da memória. Covid-19. Mulheres. Vale do Jequitinhonha.

Biografia do Autor

Débora Regina Bacega, ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing)

Doutoranda e pesquisadora em Comunicação e Práticas de Consumo pela ESPM/SP. Bolsista CAPES-PROSUP. Mestre em Comunicação e Práticas de Consumo pela mesma instituição. Integrante do MNEMON, Grupo de Pesquisa em Memória, Comunicação e Consumo, certificado pelo CNPq/ESPM.

Publicado
30-12-2020