Dos simulacros às simulações: o ceticismo gnóstico no pensamento de Jean Baudrillard - DOI: 10.5752/P.2237-9967.2013v2n1p27

  • Luiz Antônio Vadico Universidade Anhembi Morumbi/São Paulo
  • Wilson Roberto Vieira Ferreira Universidade Anhembi Morumbi/São Paulo
Palavras-chave: Gnosticismo, Filme Gnóstico, Cinema, Jean Baudrillard.

Resumo

Muitas leituras das obras de Baudrillard, principalmente da sua fase pós-marxista, procuram fugir ou ignorar seu terrorismo metafísico e seu niilismo gnóstico. Não é fácil compreender a insistência de uma formulação baseada em princípios tão arcaicos como o Bem e Mal que é o aspecto radical da obra de Baudrillard: a influência da especulação metafísica gnóstica de origem Maniquéia e do ceticismo grego de Pirro, que levam a um questionamento em relação ao primado do racionalismo ocidental da representação como o fundamento de toda e qualquer teoria da linguagem ou pensamento crítico. Se não levarmos em conta estas influências esvaziaremos conceitos-chave como “simulacro”, “hiperrealidade”, “aparência”, “simulação”, reduzindo-os à crítica da ideologia como “falsa consciência”.

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Biografia do Autor

Luiz Antônio Vadico, Universidade Anhembi Morumbi/São Paulo
Professor titular da Universidade Anhembi-Morumbi (SP); doutor em Multimeios pela Unicamp.
Wilson Roberto Vieira Ferreira, Universidade Anhembi Morumbi/São Paulo
Mestre em Comunição Contemporânea (Análises em Imagem e Som) pela Universidade Anhembi Morumbi.Doutorando em Meios e Processos Audiovisuais na ECA/USP sob orientação do Prof. Dr. Ciro Marcondes Filho. Jornalista e professor na Universidade Anhembi Morumbi nas áreas de Estudos da Semiótica e Comunicação Visual. Pesquisador e escritor, autor de verbetes no "Dicionário de Comunicação" pela editora Paulus, organizado pelo Prof. Dr. Ciro Marcondes Filho e dos livros "O Caos Semiótico" e "Cinegnose" pela Editora Livrus.
Publicado
29-10-2013
Seção
Tendências do jornalismo em países de língua portuguesa