O tempo é o mesmo para todos? Um estudo sobre percepções temporais com jovens trabalhadores de São Paulo (SP) e Curitiba (CR)

  • Jane Kelly Dantas Barbosa Universidade Federal de Minas Gerais
  • Samara de Menezes Lara
  • Kely César Martins de Paiva Universidade Federal de Minas Gerais
Palavras-chave: tempo, percepções temporais, jovens trabalhadores

Resumo

Diante dos modos de viver contemporâneos, nos quais o tempo é considerado um bem cada vez mais escasso, difícil de entender e de administrar, a maneira com a qual as pessoas lidam com o seu tempo e as suas demandas pessoais e profissionais pode trazer reflexos para o contexto organizacional e para o indivíduo. No caso dos jovens trabalhadores, público marcado por idiossincrasias e dificuldades no mundo laboral, as preferências e estratégias para lidar com o tempo em suas atividades podem impactar o seu desempenho e o desempenho da organização onde se inserem. Dado isto, o objetivo deste trabalho consiste em analisar e comparar como se configuram as percepções temporais de jovens trabalhadores assistidos pelo ESPRO das cidades de São Paulo (SP) e Curitiba (PR). Realizou-se um estudo de caso com pesquisa de campo, quantitativa e descritiva. A coleta de dados foi feita por meio de questionários e eles foram tratados a partir de análise estatística descritiva uni e bivariada. Percebeu-se certa consonância entre os achados de São Paulo (SP) e de Curitiba (PR) no que diz respeito a velocidade, pontualidade e arrastamento. Por outro lado, há discrepâncias consideráveis quanto à policronicidade e à profundidade temporal dos jovens, mostrando que o tempo é percebido e vivenciado de modo diferente pelos grupos abordados.

Biografia do Autor

Jane Kelly Dantas Barbosa, Universidade Federal de Minas Gerais

Doutoranda e mestre em Administração pela Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Minas Gerais. Bolsista de pesquisa com interesse em temas relativos à gestão de pessoas e comportamento humano nas organizações.

Samara de Menezes Lara
Mestre em Administração pela Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Minas Gerais. Integrante do Núcleo de Estudos sobre Comportamento, Pessoas e Organizações (NECOP). Atua nas área de pesquisa de gestão de pessoas com ênfase em: identidade gerencial, justiça organizacional, prazer e sofrimento. Professora no programa MedioTec/Pronatec/Rede e-Tec do campus UFV-Florestal.
Kely César Martins de Paiva, Universidade Federal de Minas Gerais
Bolsista de Produtividade em Pesquisa 2. Doutora, Mestre e Bacharel em Administração (UFMG,2007,1999,1992). Vice-diretora da Faculdade de Ciências Econômicas (FACE/UFMG), Professora (Adjunto III) e Pesquisadora, Departamento de Ciências Administrativas (CAD), Centro de Pós-graduação e Pesquisa em Administração (CEPEAD/UFMG).
Publicado
31-08-2020
Seção
Artigos