A atuação do movimento Ni Una Menos como rede (feminista) de ativismo transnacional na luta contra a violência de gênero na Argentina (2014-2016)

Brenda Moreira Marques

Resumo


A década de 1980 situa uma sólida proliferação das chamadas Redes Feministas Transnacionais (RFT), alianças ativistas cuja trajetória não apenas ultrapassa as fronteiras dos Estados de cada um dos grupos associados (a exemplo de ONGs, OIs, movimentos, etc), mas que frequentemente se associam a campanhas e projetos de cooperação internacional financiados por países e OIs, bem como atuam fazendo força de pressão global na denúncia de violações dos direitos de mulheres e/ou em prol da ampliação das agendas políticas dos Estados a favor da justiça de gênero, nos mais diferentes contextos. Isto posto, a partir de pesquisa de bibliográfica, o presente artigo busca discutir as especificidades das RTF no continente latino-americano, tomando como estudo de caso a trajetória da campanha internacional contra violência de gênero, ¡Ni una Menos!, ocorrida em países como Argentina, Uruguai, México, Chile e outros, com especial atenção nos anos de 2015 e 2016, movimento que gerou importantes resultados jurídicos e políticos em direção ao avanço da luta contra a igualdade de gênero na região; desde uma análise teórica que dialoga os estudos precursores de Keck e Sikkink sobre Redes de Ativismos Transnacionais e nos estudos de Valentine Monghadam e Sonia Alvarez sobre redes feministas transnacionais.


Palavras-chave


Redes Feministas Transnacionais, Ni Una Menos, América Latina, Violência de Gênero

Texto completo:

PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Indexadores:

  

 

ISSN: 1679-5377