Identidade drogada: uma genealogia do controle de entorpecentes nos Estados Unidos da América

Rodrigo Faleio Dolabella Cesar

Resumo


O artigo buscará compreender as dinâmicas do processodiscursivo de significação da externalidade dadroga e do vício da identidade estadunidense, noperíodo compreendido do final do século XIX, atéo ano de 1973, quando ocorre a criação da DEA(Drug Enforcement Administration), durante a administraçãodo presidente Nixon. Tentará tambémcontemplar o papel da metáfora da guerra e dametáfora do corpo no processo de externalizaçãoda droga; e analisar discursos oficiais que poderiamdemonstrar transições da doutrina antidrogasdo governo dos EUA. O trabalho será conduzidoatravés de uma perspectiva pós-modernista/pós--estruturalista, buscando inspiração em trabalhospós-estruturalistas de política externa, assim comodiscussões filosóficas de Derrida a respeito dasdicotomias e aporias presentes na construção doconceito de vício e drogas. Assim o trabalho tem ointuito de fazer transparecer contradições inerentesaos discursos da droga nos EUA e demonstrar umprocesso de “construção” do sujeito/objeto inside/outsider como meio de “exportação” da culpa “interna”do consumo de drogas nos Estados Unidos.Por esse processo tentar-se-á visualizar a transiçãodiscursiva da droga da condição de “legal” a ilegal,em uma dialética de constituição de sujeitos eidentidades.

Palavras-chave


Drogas; Entorpecentes; Narcóticos;Opiáceos; Vício; Dependência; Identidade;Pós-positivismo; Pós-modernismo; Pós-estruturalismo;Estados Unidos; Metáfora; Genealogia.

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ISSN: 1679-5377