A cooperação transnacional de movimentos sociais: o caso do MST

Vicente Amaral Bezerra

Resumo


A formação de redes transnacionais de movimentos sociais é tema comumente negligenciado pelas teorias tradicionais em Relações Internacionais. Com o objetivo de explorar uma proposta teórica que possibilite a compreensão desse fenômeno, este artigo busca analisar a inserção internacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra a partir da proposta construtivista. Argumentamos que a articulação transnacional do MST junto a outros movimentos sociais é possível graças à estrutura intersubjetiva compartilhada no âmbito do movimento antiglobalização. Desse compartilhamento os entendimentos coletivos e a cooperação, apesar da diversidade de interesses envolvidos. Assim, a relevância do fenômeno para as Relações Internacionais vincula-se à emergência e à difusão de significados alternativos capazes de influenciar as reivindicações dos movimentos sociais nos diferentes países.


Palavras-chave


Cooperação transnacional; MST – Movimentos dos Trabalhadores Rurais sem Terra; Antiglobalização; Movimentos sociais; Constutivismo

Texto completo:

PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Indexadores:

  

 

ISSN: 1679-5377