O deserto verde cresce em Alagoas: uma análise crítica da expansão do eucalipto no estado

Resumo

Na última década, a superfície cultivada com eucalipto em Alagoas cresceu exponencialmente. A territorialização do eucalipto em Alagoas ocupa extensas áreas da Mesorregião Leste e Agreste e tem o objetivo de fomentar o complexo de madeira-papel-celulose, apropriando-se de condições vantajosas para a reprodução ampliada do capital. Contraditoriamente, o aumento da superfície cultivada com eucalipto no estado coincide com a diminuição da oferta de um importante gênero, como o feijão, fragilizando a soberania alimentar. Ademais, a territorialização do eucalipto apresenta seus primeiros sinais de destruição social e ambiental, a exemplo da diminuição da oferta hídrica e contaminação de plantações e corpos d’agua de comunidades. Compreende-se que o advento do agronegócio do eucalipto, longe de representar uma alteração da realidade hegemônica do estado, atualiza suas contradições por meio do deserto verde.

Palavras-chave: eucalipto, capital, agronegócio 

Biografia do Autor

Lucas Gama Lima, Universidade Federal de Alagoas
Professor Adjunto da Universidade Federal de Alagoas, Campus do Sertão.
Jéssica Lima Barbosa, Universidade Federal de Alagoas
Estudante de Graduação em Geografia Licenciatura. Participa do Observatório de Estudos sobre a Luta por Terra e Território (OBELUTTE), vinculado ao Grupo de Estudos e Pesquisas em Análise Regional (GEPAR).
José Rodolfo da Silva Santos, Universidade Federal de Alagoas
Estudante de Graduação em Geografia Licenciatura. Participa do Observatório de Estudos sobre a Luta por Terra e Território (OBELUTTE), vinculado ao Grupo de Estudos e Pesquisas em Análise Regional (GEPAR).
Eduardo Neório Lima, Universidade Federal de Alagoas
Estudante de Graduação em Geografia Licenciatura. Participa do Observatório de Estudos sobre a Luta por Terra e Território (OBELUTTE), vinculado ao Grupo de Estudos e Pesquisas em Análise Regional (GEPAR).
Publicado
21-10-2020