A PAISAGEM ENQUANTO CAMPO DE BATALHAS DIRCURSIVO

Palavras-chave: Paisagem; Nova Geografia Cultural; Simbolismo; Identidades.

Resumo

A abordagem que explora o simbolismo na paisagem representou a transcendência da materialidade em um contexto de ruptura frente ao objetivismo positivista. Traz, no contexto dessa transcendência, a possibilidade de interpretarmos as marcas expressas na paisagem como produto e estímulo à agência humana, em uma concepção bastante enraizada na Nova Geografia Cultural. No interior da discussão simbólica, apresenta-se como pauta muito importante a reflexão de como a gestão do arranjo paisagístico pode servir para a manutenção do status político-social. Nesse sentido, o artigo parte da perspectiva do entendimento da paisagem enquanto um campo de batalha discursivo, mas, ao mesmo tempo, rejeita as abordagens totalizantes que visam compreender os símbolos como expressão e interpretação de uma mítica coletividade monolítica. Objetivamos, assim, refletir de que forma as forças hegemônicas e contestatórias se coadunam na paisagem, com o foco centrado nas identidades em detrimento da coletividade.

 

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Biografia do Autor

Leonardo Luiz Silveira da Silva, Pontifícia Universidade Católica

graduado em geografia (UFMG), especialista em gestão de políticas sociais (PUC-MG), mestre em relações internacionais (PUC-MG) e doutor em geografia (PUC-MG)

Alfredo Costa, IFRS Campus Caxias do Sul, Brasil
Doutor em Geografia, Professor EBTT do IFRS Campus Caxias do Sul, Brasil
Publicado
07-03-2022