DIFUSÃO ESPACIAL DA COVID-19 EM PEQUENAS CIDADES: MOBILIDADES E RURALIDADES COTIDIANAS

Palavras-chave: distribuição espacial da população, vulnerabilidade, cidades pequenas, ruralidades, mobilidades

Resumo

A difusão espacial da Covid-19 apresenta diferentes proporcionalidades entrelaçadas em relações não lineares, dificultando análises engessadas sobre a pandemia. A prevalência das escalas superiores, no entanto, atravanca a identificação de fatores em âmago local como os modos de vida relacionados a distintas regionalidades. Assim, até que ponto os padrões de densidade demográfica e potencial construtivo de grandes cidades conformam a leitura dos dados sobre os atuais riscos da difusão pandêmica? Desta forma, almeja-se contra argumentar estes padrões através da relevância dos fatores ligados aos modos de vida de populações em contextos regionais além da mobilidade pendular. Se a difusão da Covid-19 está atrelada fortemente à mobilidade, o artigo mostra como esta se apresenta distintamente em pequenas cidades, mesmo consideravelmente urbanizadas, nas quais há significativa presença do modo de vida rural. Serão analisados os municípios de Iracemápolis e Mogi Mirim relacionando-os com as especificidades atreladas à mobilidade cotidiana e a sua reverberação na vulnerabilidade ao vírus.

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Biografia do Autor

Vitor Sartori Cordova, Faculdade de Ciências Aplicadas da Universidade Estadual de Campinas - FCA/Unicamp

Sociólogo, mestre e doutor em urbanismo pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas) e pelo Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, Portugal (Doutorado-sanduíche financiado pelo Programa de Doutorado-sanduíche no Exterior da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – PDSE/CAPES). Atualmente vincula-se ao Grupo de Pesquisa Fenomenologia e Geografia (NOMEAR) do Laboratório de Geografia dos Riscos e Resiliência (LAGERR), sediado na Faculdade de Ciências Aplicadas da Universidade Estadual de Campinas (FCA/Unicamp) com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) - Processo FAPESP 2019/15057-4. E-mail: vitorcordova@yahoo.com.br. | ORCID: https://orcid.org/0000-0002-8775-6438

Jéssica de Almeida Polito , Centro Universitário Adventista de São Paulo (UNASP-EC) e Universidade Paulista- UNIP

Arquiteta e urbanista, professora no curso de Arquitetura e Urbanismo do Centro Universitário Adventista de São Paulo (UNASP-EC) e da Universidade Paulista- UNIP. Doutora em Urbanismo (2018) pela PUC Campinas, com concentração em Teoria, História e Crítica da Arquitetura e do Urbanismo. Atua nas áreas de Arquitetura e Urbanismo com ênfase em história urbana, patrimônio cultural, teoria e história da arquitetura e do urbanismo e paisagem cultural. E-mail: jessica.polito@unasp.edu.br | ORCID: https://orcid.org/0000-0002-5556-6699

Eduardo Marandola Jr, Faculdade de Ciências Aplicadas da Universidade Estadual de Campinas - FCA/Unicamp

Geógrafo, doutor em Geografia pelo Instituto de Geociências da Universidade Estadual de Campinas (2008), realizando a Livre Docência na Área do Núcleo Básico Geral Comum (Sociedade e Ambiente) (2016). Atualmente é Professor Associado I (MS 5.1) da Faculdade de Ciências Aplicadas (FCA) da Unicamp (campus de Limeira), onde coordena o Laboratório de Geografia dos Riscos e Resiliência (LAGERR), do Centro de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas (CHS) e atua como Professor Permanente do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas e Sociais Aplicadas (ICHSA). E-mail: eduardo.marandola@fca.unicamp.br | ORCID: https://orcid.org/0000-0001-7209-7735

Publicado
23-03-2022