MUDANÇA RECENTE NO LEITO DO RIO SOLIMÕES À MONTANTE DA CONFLUÊNCIA COM O RIO NEGRO, AMAZONAS

Palavras-chave: rio Solimões, dinâmica fluvial, Sensoriamento Remoto

Resumo

As implicações da dinâmica fluvial no rio Solimões podem atingir diferentes escalas, sejam elas locais ou regionais. A razão para isso está na importância que o rio Solimões possui para os moradores, principalmente ribeirinhos, e para o transporte de cargas e passageiros na região. A área de estudo está inserida no complexo sistema fluvial da confluência dos rios Solimões com o rio Negro, logo à montante do “encontro das águas”. Uma das consequências naturais dessa rápida mudança foi acelerar a erosão lateral (terra caída) na margem esquerda, principalmente na Costa do Catalão, afetando vida dos moradores daquela margem com perda de terreno e plantações, mudança de residências dentre outros prejuízos. Já os moradores da margem direita, afetados pelo preenchimento do canal, passaram a ter dificuldades de locomoção durante o período de vazante do rio Solimões. Este trabalho teve por objetivo analisar o rápido preenchimento e mudança do leito principal do rio Solimões, que se encontrava na margem direita, bifurcado pela Ilha da Marchantaria, e seu encaixe à margem esquerda do rio. Para a elaboração do trabalho, adotou-se os de sensoriamento remoto que permitem a estimativa quantitativa de índices hidromorfológicos em múltiplas escalas espaciais. Utilizou-se imagens da série Landsat (TM-5 e OLI-8) com intervalo temporal 23 anos (1995, 2005 e 2018) com recorte espacial para a área em estudo. Dessa forma, as interpretações das imagens de satélite, conclui-se que este trecho do rio Solimões está passando por mudanças morfológicas no seu leito, sedimentado na margem direita e erodindo na margem esquerda.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

André Campos Alves, UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS

Licenciado em Geografia pela Universidade do Estado do Amazonas (2014); Bacharel em Geografia pela Universidade Federal do Amazonas (2017); Mestre em Geografia pela Universidade Federal do Amazonas (2019); Aluno do Programa de Pós-Graduação em Geografia, na modalidade doutorado, da Universidade Federal do Amazonas; Atua no âmbito do Sensoriamento Remoto, Sistemas de Informações Geográficas, Geoprocessamento, Geografia Física, com ênfase em Geomorfologia, Geomorfologia Fluvial, Solos.

José Alberto Lima de Carvalho , Universidade Federal do Amazonas

Doutor pelo Programa "Ordenamento Territorial e Ambiental", da Universidade Federal Fluminense, Mestre pelo Programa Sociedade e Cultura da Universidade Federal do Amazonas e graduado em Geografia pela Universidade Federal do Amazonas. Professor Adjunto 3 do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Amazonas, atuando na área de Geomorfologia Fluvial, Geografia Fí­sica da Amazônia, com ênfase em Hidrografia da Amazônia.

Gabriela Mendonça da Silva, Universidade Federal do Amazonas

Bacharel e Mestre em Geografia pela Universidade Federal do Amazonas. Membro do Laboratório de Análise e Tratamento de Sedimentos e Solos e do Grupo de Pesquisa Geografia Física da Amazônia. Atuante nas áreas de Geoprocessamento, Geografia Física, com ênfase em geomorfologia, solos, impactos ambientais. Atualmente, aluna de doutorado em Geografia pela Universidade Federal do Amazonas. 

Publicado
14-07-2022