POR UMA MAIOR EFICIÊNCIA DAS PASTAGENS BRASILEIRAS:

ANÁLISE DA PRODUTIVIDADE PRIMÁRIA BRUTA COM O MODELO CASA-SEBAL E DADOS DE SATÉLITE

Palavras-chave: Sequestro de Carbono, Pecuária, Sensoriamento Remoto

Resumo

Este trabalho teve como objetivo estimar a GPP em áreas de pastagens no Cerrado goiano, com dados de parametrização específicos para pastagens da espécie Brachiaria. O experimento foi realizado em áreas de pastagem na bacia hidrográfica do Rio Vermelho (BHRV), na porção oeste de Goiás, utilizando imagens de satélite do sensor Landsat 8 OLI/TIRS, em que a variação do GPP foi registrada em 22 imagens no período. de outubro de 2014 a maio de 2018. A estimativa deste parâmetro foi obtida através do acoplamento dos algoritmos SEBAL para estimar a evapotranspiração, combinados com o modelo CASA, que, juntamente com os dados de superfície, calcula o GPP. Além disso, para esta mesma área, também foi realizada uma adaptação da metodologia do produto GPP obtida pelo MOD17A2H para imagens Landsat 8 para entender melhor a variação do GPP em imagens de resolução espacial média (30 m). Dentre os resultados, o método SEBAL/CASA demonstrou ser mais eficiente entre os métodos aplicados nesta pesquisa, acompanhando bem a sazonalidade climática da região e suas influências nas áreas de pastagem, ao apresentar uma variação de 0,10 a 5 g C m-2. Portanto, a estimativa da GPP visando uma leitura da pastagem e dados climáticos locais, apresentou melhores resultados com a calibração dos modelos com dados específicos.

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Biografia do Autor

Gabriel Alves Veloso, Universidade Federal do Pará - UFPA

Professor da Faculdade de Geografia da Universidade Federal do Pará - UFPA, campus Universitário de Altamira e Coordenador do Laboratório de Geografia Física e Cartografia - LAGEO. Professor do Programa de Pós-Graduação em Geografia - PPGEO, na linha 2 - Dinâmica Socioambientais e Recursos Naturais na Amazônia. Doutor em Geografia pela Universidade Federal de Goiás (UFG), na linha de pesquisa em Análise Ambiental e Tratamento da Informação Geográfica (2014 - 2018). Mestre em Geografia pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU) na área de concentração em Cartografia e Sensoriamento Remoto (2012-2014), com Graduação em Geografia (Licenciatura Plena) pela Universidade Estadual de Montes Claros / Unimontes (2011). Têm experiência nas áreas de Geografia, Sensoriamento Remoto, Cartografia, Geoprocessamento e SIG aplicados em análises ambientais.

Manuel Eduardo Ferreira, Universidade Federal de Goiás - UFG

Manuel Eduardo Ferreira é um geógrafo formado pela Universidade de Brasília (UnB), Mestre em Processamento de Dados em Geologia e Análise Ambiental pelo Instituto de Geociências da UnB, e Doutor em Ciências Ambientais pela Universidade Federal de Goiás (UFG), com estágio pós-doutorado no Woodwell Climate Research Center (EUA). Atualmente, é professor (nível Associado III) da Universidade Federal de Goiás - Instituto de Estudos Socioambientais (IESA), vinculado ao Laboratório de Processamento de Imagens e Geoprocessamento (LAPIG), onde coordena o "Núcleo VANT" - Núcleo de Pesquisa e Capacitação com Veículos Aéreos Não Tripulados, conhecido como "Pro-Vant". Em nível de pós-graduação (mestrado e doutorado), atua como docente em três programas de pesquisa: Geografia (PPGEO/UFG), Ciências Ambientais (CIAMB/UFG) e Agronegócio (PPGAGRO/UFG). Suas linhas de pesquisa envolvem o monitoramento e a modelagem ambiental de paisagens naturais e antrópicas nos biomas Cerrado e Amazônia, por meio de técnicas de Sensoriamento Remoto e Geoprocessamento, incluindo a organização e disponibilização de base de dados geográficas. No momento, é bolsista de produtividade em pesquisa do CNPq (PQ 2, Geociências)

Bernardo Barbosa da Silva, Universidade Federal de Campina Grande - UFCG

Doutorado em Engenharia Civil - Área de Concentração Recursos Hídricos, pela Universidade Federal da Paraíba (1994), Pós-doutorado em Agrometeorologia na Universidade do Arizona, Estados Unidos (1996-1997), bacharelado (1979) e mestrado (1985) em Meteorologia (UFPB). Atualmente é professor Adjunto II da UFCG, bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq e membro efetivo do Programa de Pós-graduação em Meteorologia da UFCG. Foi vice-presidente da Sociedade Brasileira de Agrometeorologia (1994-1995 e 2018-2019) e da Sociedade Brasileira de Meteorologia (2007-2008). Publicou mais de 150 artigos em periódicos especializados (nacionais e internacionais), 2 livros técnicos, 10 capítulos de livro e tem participado como conferencista em vários simpósios científicos nacionais e internacionais. Concluiu a orientação de 34 doutores (24 orientador e 10 coorientador), 50 mestres e 5 trabalhos de iniciação científica e é consultor da FINEP, CNPq e fundações estaduais de amparo à pesquisa, além de participar em projetos de pesquisa com instituições nacionais e internacionais. Atua em Agrometeorologia, Meteorologia, Climatologia e Sensoriamento Remoto Aplicado, com ênfase em balanços de radiação, energia, evapotranspiração e fixação de carbono na vegetação por sensoriamento remoto. Editor Associado da Revista Brasileira de Meteorologia (2009 a 2012), da Revista Brasileira de Agrometeorologia (2010 a 2012) e da Revista Brasileira de Geografia Física (2011 - 2015)

Lucas Augusto Pereira da Silva, Universidade Federal de Uberlândia - UFU

Graduado em Geografia pela Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES/2019). Mestre em Geografia pelo PPGEO/UNIMONTES (2021). Atualmente é Doutorando em Geografia pela Universidade Federal de Uberlândia - UFU. Atua na área de Geografia Física, com ênfase nos seguintes temas: Sensoriamento Remoto, Aplicações Biofísicas, Modelagem Espacial com machine learning e Cenários de Mudanças Climáticas.

Publicado
03-10-2022