Uma apologia do diálogo: Claude Geffré lendo Paul Tillich

  • Joe Marçal Gonçalves dos Santos Universidade Federal de Sergipe
Palavras-chave: Pluralismo religioso, Paradoxo, Cristologia, Teologia inter-religiosa

Resumo

O objeto deste artigo é a leitura que Claude Geffré faz de Paul Tillich em De Babel a Pentecostes: ensaios de teologia inter-religiosa. O autor recorre à teologia de Tillich para desenvolver uma “hermenêutica do diálogo inter-religioso”, a fim de responder ao desafio do pluralismo religioso para a teologia cristã. O argumento que Geffré encontra é que apenas a partir do paradoxo cristológico, à luz do conceito de “revelação final” e “preocupação última”, a teologia cristã pode responder ao pluralismo religioso sem perder-se de si mesmo. O artigo tem dois momentos: primeiro, uma percepção da obra de Geffré, especialmente a primeira parte, intitulada Não há outro nome, onde está nosso foco; segundo, a análise dos três conceitos de Tillich desenvolvidos por Geffré, procurando identificar e caracterizar acentos da leitura e analisar o resultado dessa leitura à luz das referências na obra de Tillich. Nossa conclusão sublinha a pertinência da teologia de Tillich para a reflexão acerca do problema proposto, tal como Geffré demonstra, e destaca uma crítica a partir do conceito de preocupação última, cuja implicação questiona a positividade desse conceito para uma teologia inter-religiosa, uma vez que seu caráter paradoxal seja relativizado.

Biografia do Autor

Joe Marçal Gonçalves dos Santos, Universidade Federal de Sergipe
Doutor em Teologia, professor do Núcleo de Ciências da Religião da Universidade Federal de Sergipe
Publicado
25-12-2015
Como Citar
SANTOS, J. M. G. DOS. Uma apologia do diálogo: Claude Geffré lendo Paul Tillich. HORIZONTE - Revista de Estudos de Teologia e Ciências da Religião, v. 13, n. 40, p. 1870-1895, 25 dez. 2015.