Mística e secularidade: impossível afinidade?

Maria Clara Lucchetti Bingemer

Resumo


Na sociedade hoje se pode dizer que a verdadeira religião em seu sentido autêntico e preciso está desaparecendo.  Ou ao menos mudando de configuração. A secularidade ocupa os espaços antes destinados à religião. Neste exato contexto é que, a nosso ver, a mística emerge com redobrada e renovada importância, mas igualmente reconfigurada. Só o místico pode sobreviver na sociedade atual sem se tornar violento ou cínico. Só o místico pode conservar a integridade do seu ser, porque está em comunhão com toda a realidade. O termo "mística" indica uma relação direta com o mistério, como fonte primeira do ser, de todo o existente passado, presente e futuro, sem tempo e sem espaço, perceptível à interioridade, que contém toda a realidade na sua plenitude. Por isso é algo constitutivamente humano e não necessariamente ligado a uma instituição religiosa ou não. Neste texto procuraremos refletir sobre a desinstitucionalização e destradicionalização que marcam as experiências místicas de hoje, as quais se apresentam muitas vezes à margem ou fora de qualquer religião.

 


Palavras-chave


mística; secularização; desinstitucionalização; destradicionalização; experiência; compaixão.

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DOI: https://doi.org/10.5752/P.2175-5841.2014v12n35p851

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