A melodia da flauta - A vivência da mística no contexto contemporâneo

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Luiz Siveres

Resumo

A mística é uma dimensão essencial da condição humana, que na relação consigo mesmo, com os outros e com o transcendente pode ser exercitada de distintas formas. O que se percebe, historicamente, ela foi atrelada às instituições religiosas ou incorporada às experiências espirituais, desfigurando a sua especificidade de ser compreendida como uma energia de interioridade, um movimento de conectividade e uma luz que ilumina o transcendente. Neste sentido está se propondo a metáfora da “melodia da flauta”, para expressar que a flauta, como instrumento, identifica-se mais com as instituições, as crenças e os símbolos, enquanto a melodia se aproxima mais da energia, do movimento e da luz. Não se pretende indicar a preferência de um destes aspectos, mas recuperar a dimensão da melodia, até para que a flauta tenha reconhecido o seu próprio estatuto, valorizando a coexistência, a reciprocidade ou a relação dialogal entre a flauta e a melodia. Apesar de fazer referência a uma experiência originária, no caso a vocação de Abraão, na qual se encontra a dinâmica da interiorização, da conexão e da transcendência, o texto foi elaborado para ser uma contribuição para a vivência da mística no contexto contemporâneo.

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Como Citar
SIVERES, L. A melodia da flauta - A vivência da mística no contexto contemporâneo. HORIZONTE - Revista de Estudos de Teologia e Ciências da Religião, v. 13, n. 37, p. 478-503, 3 abr. 2015.
Seção
Artigos/Articles: Temática Livre/Free subject
Biografia do Autor

Luiz Siveres, Universidade Católica de Brasília

Doutor em Desenvolvimento Sustentável pela UnB, Mestre em Educação pela UCB, Diretor do Programa de pós-graduação em Educação da UCB.