O Cristo Vivo na Civilização: Protestantismo e Espaço Público no Brasil (1930-1932).

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Lyndon de Araújo Santos

Resumo

Este artigo analisa o relatório oficial produzido pela 11ª. Convenção Mundial das Escolas Dominicais na cidade do Rio de Janeiro, no ano de 1932. O relatório traduz o universo protestante (europeu e norte-americano, latino-americano e brasileiro) do início da década de 1930, os seus discursos, as suas práticas e suas visões de mundo. Os sentidos atribuídos pelos protestantes para a ação política, a educação e a civilização são compreendidos a partir do contexto entre guerras, da crise do imperialismo europeu e da eclosão de uma guerra civil no Brasil. A realização desta convenção no Rio de Janeiro representou uma demonstração de força política dos protestantes brasileiros junto ao governo provisório de Getúlio Vargas, que havia chegado ao poder pela Revolução de 1930, reaproximando a Igreja Católica e estabelecendo outros rumos para a sociedade. Trata-se, portanto, da análise histórica de um documento a partir de um recorte temporal atravessado por múltiplas forças que reordenaram a presença protestante no espaço público, na política, na cultura, enfim, no campo religioso brasileiro.

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Como Citar
SANTOS, L. DE A. O Cristo Vivo na Civilização: Protestantismo e Espaço Público no Brasil (1930-1932). HORIZONTE - Revista de Estudos de Teologia e Ciências da Religião, v. 15, n. 47, p. 949-973, 30 set. 2017.
Seção
Artigos/Articles: Temática Livre/Free subject
Biografia do Autor

Lyndon de Araújo Santos, Universidade Federal do Maranhão

Graduação em História Licenciatura pela UNESP (1992), Mestrado em Ciências da Religião pela UMESP (1995) e Doutorado em História pela UNESP (2005). Professor Adjunto III do Departamento de História e Diretor do Centro de Ciências Humanas da UFMA (2006-2011). Tem experiência nas áreas de História e Ciências Sociais, com ênfase nos estudos do campo religioso brasileiro, atuando principalmente nos seguintes temas: história das religiões e religiosidades, história cultural, protestantismo, catolicismo, teoria da história. Foi presidente da ABHR - Associação Brasileira de História das Religiões nos anos de 2006 a 2011. Integra o quadro de pesquisadores do Programa de Pós-Graduação em História e do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da UFMA, Coordena o GPHR - Grupo de Pesquisa História e Religião.