Abraham J. Heschel e a mística do pathos divino

Edson Fernando de Almeida

Resumo


A categoria do pathos divino ganhou em Abraham Heschel sua expressão mais forte. O profeta não tem ideias e conceitos sobre Deus, o profeta é aquele que sofre uma ação transitiva de Deus.  Não se trata de uma fusão com Deus, trata-se de ser afetado pelo pathos de Deus. Para Heschel a experiência mística é um êxtase do ser humano; a revelação é um êxtase de Deus. Não é Deus que é uma experiência do ser humano; o ser humano é que é uma experiência de Deus. Deriva daí não uma mística unitiva propriamente, mas uma mística simpatetica, que se traduz como resposta humana às dores de Deus nas dores do mundo. O que testemunham os profetas não é a essência do divino, mas seu pathos, sua concernência com a miséria humana. O pathos divino é como uma ponte lançada sobre o abismo que separa o ser humano de Deus.


Palavras-chave


Heschel; pathos divino; teologia profunda; mística

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DOI: https://doi.org/10.5752/P.2175-5841.2019v17n52p132-147

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