A exegese de Fílon de Alexandria e o peculiar caso de Noé como Deucalião

Cesar Motta Rios

Resumo


Fílon de Alexandria (I d.C.) é mencionado frequentemente como exemplo de exegeta que adotava o método da interpretação alegórica. Por vezes, entende-se, de modo pré-concebido, que sua hermenêutica é imaginativa, descuidada e pouco responsável. Neste artigo, a partir de uma pesquisa bibliográfica abrangente e estudo de fontes primárias em suas línguas originais, apresento o alexandrino como um exegeta inserido em seu tempo, dotado de recursos, que observava parâmetros. Além de uma apresentação inicial, abordo detidamente um caso específico: a identificação que Fílon faz entre Noé e Deucalião em Sobre Penas e Recompensas 23. Meu objetivo é compreender como esse procedimento, que é incomum, uma vez que o alexandrino evita recorrer à mitologia comparada, se insere no corpus filoninano. Demonstro que é razoável que não se trate de uma intencional associação entre mitos, mas entre personagens históricos. O trecho não deixa de ser atípico, especialmente quando visto de nossa perspectiva, mas é coerente com a estratégia do exegeta de Alexandria, quando visto a partir da perspectiva dele.


Palavras-chave


Fílon de Alexandria; exegese; Noé; Deucalião; mitologia

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DOI: https://doi.org/10.5752/P.2175-5841.2019v17n52p93-113

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