REFLEXÕES SOBRE O CETICISMO A PARTIR DO COGITO AGOSTINIANO

Carlos Eduardo de Carvallho Vargas, Clodoaldo da Luz

Resumo


Desde a antiguidade, até a filosofia contemporânea, os filósofos têm enfrentado questões relacionados ao conhecimento e ao ceticismo. Como obter a certeza diante de tantas dúvidas epistemológicas? Santo Agostinho enfrentou as questões céticas, tomando o caminho do autoconhecimento a partir de uma reflexão epistemológica sobre o cogito. Este artigo visa analisar a posição de Santo Agostinho diante do ceticismo. Ele enfrentou os céticos e, para isso, reconheceu a importância do autoconhecimento. A filosofia cristã de Santo Agostinho pode mostrar possibilidades para repensar o papel filosófico do autoconhecimento e a importância da superação do ceticismo. 


Palavras-chave


Filosofia; Santo Agostinho; Edmund Husserl; Fenomenologia; Ceticismo; Autoconhecimento

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DOI: https://doi.org/10.5752/P.1983-2478.2018v13n24p446-458

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