A LEITURA DA CRIAÇÃO E DA ANTROPOLOGIA TEOLÓGICA A PARTIR DAS RELAÇÕES DE GÊNERO

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Jaci de Fátima Souza Candiotto

Resumo

Neste artigo analisamos a leitura da teologia da criação e da antropologia teológica clássica a partir das novas perspectivas da teologia contemporânea, principalmente da teologia feminista. Influenciada pela filosofia grega e pela mentalidade patriarcal herdada do mundo antigo, a teologia clássica legitimou a subordinação hierárquica das mulheres aos homens, como uma das consequências da separação entre Salvação e Criação. A teologia contemporânea, por sua vez, ao sublinhar a tese da
complementariedade, revitalizou a tipologia patrística de Cristo, como novo Adão (homem) cujo complemento é a Igreja, como nova Eva (mulher). Essa tipologia situa em um mesmo plano, humanidade e masculinidade, mas em planos diferentes, humanidade e feminilidade. A mediação das relações de gênero aponta os limites destas antigas e novas estruturas de subordinação. Ela também possibilita, na reflexão teológica, a constituição de novas subjetividades, irredutíveis à objetivação das mulheres, predominante na teologia do passado e do presente.

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Como Citar
CANDIOTTO, J. DE F. S. A LEITURA DA CRIAÇÃO E DA ANTROPOLOGIA TEOLÓGICA A PARTIR DAS RELAÇÕES DE GÊNERO. INTERAÇÕES, v. 7, n. 11, p. 147-163, 11.
Seção
ARTIGOS
Biografia do Autor

Jaci de Fátima Souza Candiotto, PUC Minas

Doutora em Teologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Professora do
Curso de Teologia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná - PUCPR.