Desafios na construção de ferramentas de impacto social

Frederico Dornellas Quintão

Resumo


A conhecida lei de cotas nº 8.213 promulgada em 1991 tem a função de garantir o direito da pessoa com deficiência (PCD) ao acesso no mercado de trabalho. Entretanto, devido a preconceito ou negligência, essa inclusão é deficitária. Motivo pelo qual muitas das ações afirmativas de direitos da PCD decorrem de ações e projetos sociais protagonizadas pela sociedade civil organizada. Esses projetos do terceiro setor tem como objetivo equilibrar as diferenças sociais na dinâmica coletiva e necessitam de instrumentos que mensurem e validem com qualidade o tipo de impacto alcançado. No entanto, a avaliação de impacto social ainda é um grande desafio, uma vez que é preciso identificar se houve também outros impactos não previstos produzidos durante o caminho, dada a complexidade das variáveis de uma intervenção social. Nesse contexto, o presente artigo busca elucidar os desafios de se construir um seguro portfólio de ferramentas de avaliação de impacto social, a partir do estudo de caso do programa Rede Incluir, da Pró Reitoria de Extensão (PROEX) da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG). Utilizando os preceitos de Impacto Social das Nações Unidas e as diretrizes da Organização Mundial de Saúde no que diz respeito a PCD,   elegemos como indicadores mais relevantes os Índices de Qualidade de Vida, Funcionalidade e Empregabilidade. Parte-se da hipótese de que, uma vez  aplicado tais instrumentos, seja possível monitorar o desenvolvimento das pessoas com deficiência atendidas pelo programa e identificar dificuldades e potencialidades individuais ou coletivas, a fim de possibilitar um atendimento personalizado, inclusivo e integrado às estratégias gerais elaboradas pela Rede Incluir


Palavras-chave


Impacto Social, Pessoa com Deficiência, Gestão de Projetos

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