PERCEPÇÃO DE PROFISSIONAIS E GESTORES SOBRE A PROMOÇÃO DA SAÚDE DOS IDOSOS INSTITUCIONALIZADOS

  • Tatiana Resende Prado Rangel Oliveira PUCMINAS
  • Natália de Cássia Horta Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais
  • Marina Celly Martins Ribeiro de Souza Associate Professor - Department of Public Health, The College of New Jersey
  • Quesia Nayrane Ferreira Universidade Federal de Minas Gerais
  • Michely Cristina Gonçalves Silva Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais
Palavras-chave: Promoção da Saúde; Envelhecimento; Instituição de Longa Permanência para Idosos; Qualidade de vida.

Resumo

Este artigo tem como objetivo analisar as percepções dos profissionais sobre as práticas por eles realizadas para a promoção da saúde do idoso institucionalizado. Trata-se de pesquisa descritivo-exploratória, de natureza quanti-qualitativa cujos dados foram coletados por meio de questionário aplicado em 156 Instituições de Longa Permanência de Idosos (ILPI) da Região Metropolitana de Belo Horizonte e dez grupos focais com a participação de 62 gestores e profissionais de 48 serviços. Realizou-se estatística descritiva dos dados dos questionários e análise de conteúdo proposta por Bardin para os grupos focais. Deste material emergiu a categoria: “Percepção da Promoção da Saúde no discurso dos participantes”. Os achados negam o pressuposto inicial de que as ILPI têm ofertado cuidados mínimos, majoritariamente assistenciais, para essa população, pois se verificou uma variedade de ações ofertadas pelas instituições, além de eventos externos propostos pelos próprios idosos residentes. Não foi evidenciada diferença entre instituições privadas ou filantrópicas quanto à oferta de ações de promoção da saúde. Os resultados demonstraram que a gestão, a qualificação profissional, o trabalho em equipe multidisciplinar e a atenção à família têm um papel fundamental para a Promoção da Saúde do idoso institucionalizado. Adicionalmente, muitos participantes percebem a promoção da saúde ainda relacionada ao quantitativo de profissionais, recursos físicos e atividades oferecidas, mas alguns participantes já apontam para o reconhecimento da necessidade de se preservar e estimular a autonomia dos idosos como premissa básica para promover saúde.

Biografia do Autor

Tatiana Resende Prado Rangel Oliveira, PUCMINAS
Nutricionista da Secretaria Municipal de Saúde - BH, professora do Curso de Nutrição da PUCMINAS, coordenadora da clínica de Nutrição da PUCMINAS. Mestre em Saúde Pública e Doutora em Ciências da Saúde pela UFMG.
Natália de Cássia Horta, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais

Doutora em Enfermagem. Coordenadora da Pesquisa e Líder do Grupo de Pesquisa PHASE no CNPQ.

Marina Celly Martins Ribeiro de Souza, Associate Professor - Department of Public Health, The College of New Jersey

Enfermeira, Doutora em Enfermagem.  Associate Professor - Department of Public Health, The College of New Jersey

Quesia Nayrane Ferreira, Universidade Federal de Minas Gerais

4 Mestranda em Enfermagem Pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Enfermeira pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas). Pesquisadora do Grupo de Pesquisa PHASE.

Michely Cristina Gonçalves Silva, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais

Nutricionista pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas). Pesquisadora do Grupo de Pesquisa PHASE.

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Publicado
31-08-2020