Artefatos gerenciais no processo de gestão de empresas mineiras: análise da correlação com porte, segmento e setor de atuação

  • Ana Carolina Vasconcelos Colares
  • Alan Eleutério da Silva
  • Bruno Rita Paes
  • Fernando Oliveira Soares
  • Mariana Vilela e Souza

Resumo

O presente artigo contribui com a literatura de contabilidade gerencial ao analisar a utilização de artefatos gerenciais em empresas mineiras por segmentação da economia e faturamento bruto (porte). A importância do tema está relacionada à sobrevivência de empresas que possui, entre outros fatores, o planejamento e gestão dos negócios como ferramentas importantes. Sabendo disso, o trabalho analisa 58 empresas do Estado de Minas Gerais, de microempreendedor individual a empresa de grande porte, nos três macros setores: serviços, indústria e comércio. Para isso, foi utilizado como metodologia um questionário on line com escala Likert para avaliar a utilização e o grau de importância dada aos artefatos gerenciais como ferramenta de gestão dos negócios. A pesquisa demonstrou que a medida que aumenta o porte da empresa, aumenta também a utilização de artefatos gerenciais no processo de gestão, uma vez que tais artefatos estão mais presentes em empresas de porte maior e no segmento industrial. Observou-se também que os artefatos gerenciais mais utilizados, dentro da amostragem analisada, foram Orçamento, Ponto de Equilíbrio, Custeio Variável, Simulações de rentabilidade dos produtos e Centro de Custo, o que indicou tendência para utilização de métodos tradicionais que se refere a ferramentas de gestão financeira demonstrando apenas a preocupação da gestão interna da empresa.

Publicado
28-06-2020
Seção
ARTIGOS DE TEMÁTICA LIVRE