Uma instituição para cada sujeito: a clínica no PAI-PJ

  • Mariana Silveira de Castro

Resumo

O artigo apresenta o Programa de Atenção Integral ao Paciente Jurídico (PAI-PJ), a partir da vivência com a clínica da psicose com os pacientes judiciários experienciada pela autora, durante a prática de estágio extracurricular realizado no âmbito do Programa, no Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Seu objetivo foi elucidar os fundamentos que sustentam o fazer clínico do PAI-PJ a fim de compreender a importância da singularidade dos vínculos estabelecidos pelos sujeitos atendidos e os efeitos institucionais na construção do caso clínico. Foram realizadas pesquisas bibliográficas e documental, bem como um estudo de caso para demonstrar que os sujeitos atendidos se vinculam ao Programa de um modo próprio, e que nesta mesma direção, o PAI-PJ pauta a atuação institucional nas construções e possibilidades apontadas pelo sujeito. Restou demonstrado que o PAI-PJ é um grande protagonista na luta pela efetivação dos preceitos da Reforma Psiquiátrica e que o trabalho do Programa, atento às manifestações da subjetividade do paciente é elemento primordial na condução do tratamento numa direção em que o sujeito não fique “alienado em si mesmo”, e construa uma saída para lidar com o próprio sofrimento.

Publicado
28-06-2020
Seção
SEÇÃO DISCENTE - TEMÁTICA LIVRE