“QUANDO VEM UMA MÃE CHEFE DE FAMÍLIA PARA A TERAPIA”: A ÓTICA DE TERAPEUTAS DE FAMÍLIA SOBRE A MONOPARENTALIDADE FEMININA

  • Fabiana Verza Programa de Pós-Graduação em Psicologia PUCRS.
  • Marlene Neves Strey Programa de Pós-Graduação em Psicologia PUCRS
Palavras-chave: Monoparentalidade feminina, Gênero, Terapia Familiar

Resumo

Investigou-se a percepção de cinco terapeutas de família acerca da monoparentalidade feminina e o papel dos estudos de gênero em sua formação profissional. Para tanto, utilizou-se de entrevista individual semidirigida. A análise crítica de discurso com abordagem sistêmica foi empregada, enfatizando os micro e macroelementos presentes nos discursos. Os resultados indicaram uma defasagem de estudos de gênero na formação básica das profissionais, que foi em parte suprida pela formação em Terapia Familiar Sistêmica. Percepções contraditórias e complementares caracterizaram o processo de análise dos dados. Ao se referirem às mulheres chefes de família e às suas relações com o contexto socioambiental e familiar, as falas variaram entre vieses de patologia e de promoção de saúde. Tais variações foram divididas entre a visão clínica e psicossocial do fenômeno e exigiram um posicionamento crítico de análise dos dados.

Palavras-chave: Monoparentalidade feminina. Gênero. Terapia Familiar Sistêmica.

Biografia do Autor

Fabiana Verza, Programa de Pós-Graduação em Psicologia PUCRS.
Psicóloga, Especialista em Terapia Familiar, Mestre em Psicologia, Doutoranda em Psicologia Social (CNPq) pelo Programa de Pós-Graduação em Psicoliga da PUCRS. Membro do grupo de pesquisa: Relações de Gênero
Marlene Neves Strey, Programa de Pós-Graduação em Psicologia PUCRS

Psicóloga, Doutora em Psicologia, Pesquisadora CNPq, Professora da PUCRS, Coordenadora do grupo de pesquisa “Relações de Gênero” do Programa de Pós Graduação em Psicologia da PUCRS.

Publicado
20-05-2020
Seção
Artigos / Articles / Artículos