TORNAR-SE FILHO: A PERSPECTIVA DA CRIANÇA NO CONTEXTO DA ADOÇÃO TARDIA

  • Ivy Campista Campanha de Araujo Universidade Federal do Espírito Santo
  • Célia Regina Rangel Nascimento Universidade Federal do Espírito Santo
  • Cláudia Broetto Rossetti Universidade Federal do Espírito Santo
Palavras-chave: Adoção tardia, família adotiva, perspectiva da criança, vinculação.

Resumo

Apesar da importância da reciprocidade na construção da vinculação entre
pais e filhos, a adoção tardia ainda é realizada no Brasil privilegiando apenas
o discurso do adulto, de forma que os sentimentos e o desejo da criança
geralmente não são levados em consideração num processo adotivo. Desse
modo, o trabalho aqui apresentado teve como objetivo conhecer a visão
da criança sobre o processo de tornar-se filho, filha de seus novos pais,
num contexto de adoção tardia. Como procedimentos de coleta de dados,
foram realizadas entrevistas semiestruturadas, elaboração do genograma
e construção do livro biográfico. Com as intervenções realizadas, pôdese
concluir que a criança expressava com silenciamentos conteúdos que a
remetiam a aspectos anteriores à chegada à família adotante, demonstrando
não querer falar da vivência anterior à adoção, contudo evidenciou, por
meio de relatos e desenhos, a construção do vínculo com a família adotiva e
o sentir-se integrada ao novo ambiente familiar.

Biografia do Autor

Ivy Campista Campanha de Araujo, Universidade Federal do Espírito Santo

Doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES).

Célia Regina Rangel Nascimento, Universidade Federal do Espírito Santo

Professora doutora no Departamento de Psicologia Social e do Desenvolvimento e no Programa de Pós-Graduação em Psicologia da UFES.

Cláudia Broetto Rossetti, Universidade Federal do Espírito Santo

Professora doutora no Departamento de Psicologia Social e do Desenvolvimento e no Programa de Pós-Graduação em Psicologia da UFES.

Publicado
16-02-2021
Seção
Artigos / Articles / Artículos