QUANDO CHEGA A AURORA: A RELAÇÃO MÃE E FILHA SOB A PERSPECTIVA DA CLÍNICA PSICANALÍTICA

  • Lucienne de Almeida Machado Universidade Federal de Goiás
  • Marcela Toledo França de Almeida Universidade Federal de Goiás
Palavras-chave: Atendimento clínico, relação mãe e filha, desejo, sujeito

Resumo

Este artigo é o efeito de um atendimento clínico psicanalítico realizado ao longo da disciplina de Estágio, no Curso de Psicologia da Universidade Federal de Goiás (UFG), apresentado como um relato de atendimento. O estudo será composto pela apresentação do caso e, posteriormente, serão feitos alguns apontamentos teóricos pela perspectiva da psicanálise freudiana e lacaniana. A escolha do nome fictício Aurora, nomeação definida para se referir à analisante atendida, é uma aproximação metafórica do nascer do dia ao nascimento do sujeito. O objetivo principal deste relato clínico é o de promover uma discussão que aponte para como o sujeito se vê às voltas com a ascensão a seu lugar de ser desejante. Mais especificamente, a discussão se atém à problemática mãe/filha relatada pela paciente durante o atendimento. Presa à teia dos significantes maternos, Aurora se demora a acontecer como sujeito desejante. Contudo, apesar de todos os desvios, e mesmo diante da impossibilidade de se apontar para um nascimento definitivo e pontual, ao longo do trabalho de escuta, conseguimos vislumbrar ao menos os primeiros raios de uma aurora.

Biografia do Autor

Lucienne de Almeida Machado, Universidade Federal de Goiás
Bacharela em psicologia pela Universidade Federal de Goiás (UFG). Mestranda em Performances Culturais pela Escola de Música e Artes Cênicas da UFG.
Marcela Toledo França de Almeida, Universidade Federal de Goiás

Doutora em Psicologia Clínica e Cultura pela Universidade de Brasília (2009). Mestre em Educação Brasileira pela Universidade Federal de Goiás (2002). Professora Adjunta de Processos Clínicos do curso de Psicologia da Universidade Federal de Goiás.

Publicado
29-09-2020
Seção
Artigos / Articles / Artículos