O agir em psicossociologia do trabalho

  • Dominique Lhuilier

Resumo

Neste artigo, buscaremos esclarecer os sentidos dados aos termos agir, ação, atividade, ato, práxis, conceitos próximos, mas não sinônimos. Para isso, vamos propor uma discussão através da conceitualização da atividade, em psicossociologia do trabalho, centrando-nos em duas questões essenciais: a que serve a atividade? Quais as relações entre atividade e trabalho? A atividade está no fundamento da construção do sujeito e das unidades sociais. Com efeito, as atividades humanas são, a um só tempo, produção de si e do mundo. Além disso, salientamos aqui a unidade dialética das atividades humanas. Isso  nos leva a  questionar, de um lado, a dicotomia entre o fazer e o agir, a poiesis e a praxis; de outro lado, a clivagem entre trabalho e não-trabalho, vida profissional e extra-profissional.  Em seguida, apresentaremos sucintamente uma pesquisa-ação relativa ao que significa, do ponto de vista da atividade, o fato de se viver e trabalhar com uma doença crônica, no mundo contemporâneo mundo do trabalho - mas não só nele.

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Biografia do Autor

Dominique Lhuilier

Professora émérita de psicossociologia do trabalho, no Centre de Recherche sur le Travail et le Développement (CRTD), do
Conservatoire National des Arts et Métiers (CNAM), Paris. Publicou numerosos artigos e livros, entre os quais Placardisés
(Seuil, 2002), Cliniques du travail (Eres, 2006), Qualité du travail qualité au travail (Octarés, 2014), Que font les 10 millions de
malades? Vivre et travailler avec une maladie chronique, (avec A.M. Waser, Eres, 2016) et Se doper pour travailler (avec G. Lutz
et R. Crespin, Eres, 2017). É membro do comitê de redação da Nouvelle Revue de Psychosociologie e do Centre International
pour la Recherche, la Formation et l’Intervention en Psychosociologie (CIRFIP).

Publicado
12-12-2017
Seção
Dossiê - Psicossociologia do Trabalho