Resistência e criatividade: experiências de subjetivação e saúde no trabalho de médicos do SUS, em Belo Horizonte

  • Crisane Costa Rossetti
  • José Newton Garcia de Araújo PUC Minas

Resumo

Este artigo pretende identificar os movimentos de resistência no contexto de trabalho dos médicos que atuam no Programa Saúde da Família (PSF), do Sistema Único de Saúde (SUS), em Belo Horizonte. A resistência emerge como experiência de criatividade e subjetivação, no sentido proposto por Françoise Proust, em convergência com autores da Psicossociologia do Trabalho e de outras abordagens clínicas do trabalho. A partir de entrevistas com médicos do PSF, as análises sugerem que as formas de resistência se opõem às atitudes de impessoalidade, indiferença e distanciamento dos princípios e diretrizes do SUS, além de funcionar como estratégias de ação que revertem em saúde para o trabalhador. Tais estratégias são determinantes para manter o funcionamento do Sistema e para garantir aos cidadãos o direito de assistência à saúde, de forma universal, equânime e integral. 

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Biografia do Autor

Crisane Costa Rossetti
Psicólogo, mestre em Psicologia pela Universidade Federal de Minas Gerais. Doutoranda em Psicologia pela PUC Minas. Psicóloga da Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte, consultora na área de Psicologia do Trabalho e Intervenção Psicossocial.
Publicado
12-12-2017
Seção
Dossiê - Psicossociologia do Trabalho