Qualidades subjetivas do trabalho do artesão: um estudo sob a perspectiva das experiências de ócio

  • Ieda Rhoden
  • Marlo Renan Rocha Lopes
  • Adriana Alencar Gomes Pinheiro
  • José Clerton de Oliveira Martins

Resumo

O artesanato é percebido como a manifestação de um trabalho autogerido e criativo, não desconectado das imposições do mercado capitalista, mas pautado em componentes subjetivos como liberdade percebida, significado intrínseco e desenvolvimento pessoal - alguns dos componentes encontrados nas experiências de ócio tanto em algumas pesquisas empíricas como na literatura especializada. Este artigo objetiva tecer aproximações entre as qualidades subjetivas do trabalho dos artesãos e as qualidades da experiência de ócio. Convoca-se uma abordagem de natureza qualitativa, baseada em uma pesquisa de enfoque etnográfico, alicerçada pela revisão bibliográfica dos conceitos, servindo-se da entrevista em profundidade para coleta dos dados e do Método de Identificação das Qualidades das Experiências de Ócio (MICEO) para análise dos mesmos. Nas articulações contempladas, observa-se que os artesãos enfatizam, dentre outros elementos, a satisfação e o desenvolvimento pessoal presentes no seu ofício. O que os aproxima de uma experiência de ócio.

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Biografia do Autor

Marlo Renan Rocha Lopes
Graduado em Psicologia pela Universidade de Fortaleza (UNIFOR) e membro do Laboratório OTIUM.
Adriana Alencar Gomes Pinheiro
Doutora em Psicologia pela Universidade de Fortaleza (UNIFOR) e membro do Laboratório OTIUM. rofessora da Faculdade Paraíso do Ceará.
José Clerton de Oliveira Martins

Doutor em Psicologia pela Universidade de Barcelona. Pós-doutor em Estudios de Ocio pela Universidade de Deusto, Espanha. Professor da Universidade de Fortaleza (UNIFOR). Coordenador do Laboratório OTIUM.

Publicado
12-12-2017
Seção
Dossiê - Psicossociologia do Trabalho