O AUTISMO E SUAS CONEXÕES: QUAL MEDICAÇÃO PARA O AUTISTA?

  • Ana Maria Costa da Silva Lopes UFMG
Palavras-chave: Autismo. Transtorno do espectro autista. Medicação. Neuroléptico. Psicanálise.

Resumo

Este artigo tem como objetivo discutir a conexão entre psicanálise e psiquiatria, com base na questão: qual medicação para o autista? Empregou-se como metodologia a revisão narrativa. As evidências científicas demonstram que não há uma medicação específica para o autismo, mas sintomas específicos que perturbem a funcionalidade da vida diária, tais como insônia, agressividade, agitação, entre outros, podem ser medicados. O que o analista almeja não é mudar a forma de funcionamento autístico, mas permitir a possibilidade da construção de um universo singular, de soluções que nenhum manual diagnóstico pode antecipar. Nesse sentido, a psiquiatria e seu arsenal terapêutico, por meio do ato de medicar, entram no lugar de parceiro do analista, possibilitando que o sujeito não seja reduzido a ser um simples objeto de diagnóstico, em nome de uma suposta “normalidade”. A medicação pode contribuir de forma pontual, descontínua ou, por vezes, contínua, possibilitando o percurso do tratamento analítico.

Biografia do Autor

Ana Maria Costa da Silva Lopes, UFMG

Professora adjunta do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), membro aderente da Seção Minas da Escola Brasileira de Psicanálise, psiquiatra com atuação em infância e adolescência, psicanalista.

Publicado
29-09-2020
Seção
Dossiê Autismo e Psicanálise