RESISTIR PARA PESQUISAR, PESQUISAR PARA RESISTIR: CONSTRUINDO UMA SUSTENTABILIDADE AFETIVA NA UNIVERSIDADE

  • Sonia Regina Vargas Mansano
  • Mariana Tavares Cavalcanti Liberato
Palavras-chave: Resistência; Pensamento; Políticas de Pesquisa; Psicologia; Sustentabilidade Afetiva;

Resumo

A exigência crescente por pesquisas científicas já se tornou cotidiana nas
universidades de nosso país, especialmente naquelas que mantêm um
conjunto expressivo de cursos com formação em stricto sensu. O objetivo deste
artigo consiste em problematizar essa demanda, explorando dois ângulos
do conceito de resistência: a resistência necessária para acolher e lidar com
as exigências burocráticas presentes no exercício do pesquisar, e resistência
desenhada nas possibilidades de fazer das pesquisas um exercício vivo de
pensamento. Esses dois ângulos, que coexistem em nosso tempo histórico,
colocam aos pesquisadores o desafio de criar uma prática de pesquisa aliada
da transformação social, mas também conectada a experimentação dos
afetos e seus desdobramentos. Ao fim do estudo, será possível demonstrar
que a prática das pesquisas implica dimensões burocráticas, mas vai muito
além delas, testemunhando também a relevância de formar pesquisadores
sensíveis, capazes de acolher e analisar realidades sociais de modo afetivo e
contextualizado.

Biografia do Autor

Sonia Regina Vargas Mansano

Docente do Programa de Pós-graduação em Psicologia, do Programa de Pós-graduação em Administração e do Departamento de Psicologia Social e Institucional da Universidade Estadual de Londrina.

Mariana Tavares Cavalcanti Liberato

Docente do Departamento de Psicologia da Universidade Federal do Ceará

Publicado
16-02-2021
Seção
Dossiê resistência e criação