O biopoder da escola na juventude: uma revisão bibliográfica

  • Juliana Campos Pinheiro Universidade Federal do Rio Grande do Norte
  • Gilzelia Cristina Pereira de Mendonça UECE
  • Andréa Freitas e Silva Maia UECE
  • Gabriel Coutinho Gonçalves UECE
  • Dennys Ramon de Melo Fernandes Almeida UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE
  • Gabriel Gomes da Silva UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE
  • Vico Dênis Sousa de Melo UECE
Palavras-chave: Juventude. Escola. Biopoder. Biopolítica.

Resumo

Neste artigo, o pensamento de Michel Foucault sobre o biopoder é visto nas relações da escola formal, enquanto espaço de interação, saberes e escolarização da juventude na educação básica. Foucault foi um intelectual renomado e reconhecido mundialmente pela sua genialidade em lidar com temas polêmicos e instigantes, enfrentando e propondo debates não comuns na sociedade. O pensamento intelectual de Foucault concentrou-se em questões específicas sobre a loucura, a sexualidade, o poder e o discurso. No seu livro Microfísica do Poder, o autor faz uma análise subjetiva sobre os mecanismos e as tecnologias de expressão de poder, seguindo a lógica temporal dos contextos históricos sociais. A escola uma instituição social e lócus de relações de poder é notadamente exemplificada em seu contexto pelo disciplinamento, vigilância e controle. O sistema de organização curricular e didático pedagógico da escola formal se rege por dimensões diversas de dominação, seguindo as estratégias enunciadas pelo biopoder e asseguradas pela biopolítica. O pensamento e o comportamento juvenil vêm se contrapor às regras estabelecidas na escola, expressas por ações de monitoramento, avaliação e punição, rompendo o ciclo de dominação a que são submetidos na sua trajetória escolar.

Biografia do Autor

Juliana Campos Pinheiro, Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Cirurgiã-Dentista | Mestre em Patologia Oral | Doutoranda em Biologia Experimental | Pós-graduanda em Implantodontia.  CV: http://lattes.cnpq.br/9690217367674465    
Gilzelia Cristina Pereira de Mendonça, UECE

Discente do Curso de Mestrado Profissional em Planejamento e Políticas Públicas da Universidade Estadual do Ceará (UECE).

Andréa Freitas e Silva Maia, UECE

Discente do Curso de Mestrado Profissional em Planejamento e Políticas Públicas da Universidade Estadual do Ceará (UECE).

Gabriel Coutinho Gonçalves, UECE

Discente do Curso de Mestrado Profissional em Planejamento e Políticas Públicas da Universidade Estadual do Ceará (UECE).

Dennys Ramon de Melo Fernandes Almeida, UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE

Discente do Programa de Pós-Graduação em Ciências Odontológicas da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (nível doutorado) - UFRN.

Gabriel Gomes da Silva, UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE

Discente em Odontologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (nível graduação) - UFRN.

Vico Dênis Sousa de Melo , UECE

Docente do Curso de Mestrado Profissional em Planejamento e Políticas Públicas da Universidade Estadual do Ceará (UECE) – Disciplina de Tópicos Especiais: Necropolítica.    

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Publicado
28-06-2020