Dizer/não dizer: por que é verdadeira a vida de Domingos Xavier?

  • Heleno Godoy UFG
Palavras-chave: A vida verdadeira de Domingos Xavier, José Luandino Vieira, Ambiguidade,

Resumo

Partindo de dicotomias já propostas sobre a obra de José Luandino Vieira, o ensaio analisa, em A vida verdadeira de Domingos Xavier, uma outra: "dizer/não dizer". Partindo da ambigüidade do próprio título da novela, cujo adjetivo pressupõe seu oposto, o ensaio procura mostrar como as personagens do musseque, sabendo que Domingos morreu sem delatá-los (não-dizer), transformam-no em mítico herói angolano (dizer). O ensaio quis mostrar, ainda, como Luandino Vieira, redimensionando/re-estruturando tais elementos, cria sua literatura.

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Referências

LABAN, M. et al. Luandino Vieira e sua obra. Lisboa: Edições 70, 1980.

MAIGUENEAU, D. O contexto da obra literária. Trad. Marina Appenzeller. São Paulo: Martins Fontes, 1995.

STEIN, G. Dracula ou La circulation du sens. Littérature, n. 8, 1972.

TRIGO, Salvato. O texto de Luandino. In: LABAN, M. et al. José Luandino Vieira e sua obra. Lisboa: Edições 70, 1980.

VIEIRA, J. L. A vida verdadeira de Domingos Xavier. São Paulo: Ática, [s.d].

VIEIRA, J. L. Nós, os do Makulusu. São Paulo: Ática, 1991.

Publicado
21-03-1997
Como Citar
Godoy, H. (1997). Dizer/não dizer: por que é verdadeira a vida de Domingos Xavier?. Scripta, 1(1), 196-203. Recuperado de http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/10156
Seção
Dossiê: Literaturas africanas de língua portuguesa