O discurso de um certo ocidente em Belo Horizonte

  • José Maria Cançado PUC Minas
Palavras-chave: Marcelo Dolabela, Freud, Carlos Drummond de Andrade, paródia, Belo Horizonte,

Resumo

Como talvez sugira a interessantíssima carta de Freud, enviada a um psicanalista de Belo Horizonte em março de 1938, véspera da invasão pela Gestapo da casa do próprio Freud em Viena, os cem anos da capital de Minas parecem ter sido atravessados por uma espécie de "discurso de um certo ocidente". Uma das formas na qual mais se manifesta essa "tradição do novo", é por certo a poesia que se faz em Belo Horizonte, da qual uma das expressões talvez mais curiosas, é aquela escrita por Marcelo Dolabela, sobretudo as paródias da poesia de Carlos Drummond de Andrade, típicas da melhor linha de apropriação e metabolização de um poeta por outro.

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Referências

ANDRADE, Carlos Drummond de. Boitempo II. Rio de Janeiro: Record, 1986.

ANDRADE, Carlos Drummond de. Reunião; 10 livros de poesia. Rio de Janeiro: José Olympio, 1969.

ARAÚJO, Laís Corrêa de. Sedução do oriente. Belo Horizonte: Centro de Estudos Históricos e Culturais. Fundação João Pinheiro, 1996.

SANTOS, Luís Alberto Brandão Ferreira dos. Cartografia literária. In: REUNIÃO ANUAL DA SBPC, 49, 1997. Anais... São Paulo: SBPC, 1997. v. 1, p. 29-31.

Publicado
27-03-1998
Como Citar
Cançado, J. M. (1998). O discurso de um certo ocidente em Belo Horizonte. Scripta, 1(2), 82-86. Recuperado de http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/10183
Seção
Parte 1: Dossiê Belo Horizonte centenária - a cidade e seus escritores