Bilhete em papel rosa

  • Edilene Matos PUC - Salvador/Bahia
Palavras-chave: Castro Alves, poesia, oralidade, mito da sonoridade da voz,

Resumo

Entendendo a voz como "sopro de vida", este texto mostra o forte acento da oralidade na poesia de Castro Alves, compondo uma ação performática com a participação de todo o corpo, numa evidência do poder da fascinação. Também o gesto do braço estendido, que configura a estátua do poeta, situada na Bahia, busca a eternização do mito da sonoridade da voz, sugerido pelo gesto declamatório e capaz de promover o entrelaçamento da linguagem verbal com a linguagem gestual.

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Referências

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Publicado
27-03-1998
Como Citar
Matos, E. (1998). Bilhete em papel rosa. Scripta, 1(2), 211-216. Recuperado de http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/10199