O Logos e o Mythos no universo narrativo de Grande sertão: veredas

  • Eduardo F. Coutinho

Resumo

Omito e a fantasia, bem como os demais níveis de realidade que transcendem a lógica racionalista, acham-se presentes na obra rosiana de formas as mais variadas. No entanto, em momento algum a perspectiva racionalista é abandonada. O sertanejo de Rosa é um ser dividido entre dois mundos, um lógico-racional e outro mítico-sacral, e o que o autor faz é pôr em xeque a tirania do racionalismo, condenando sua supremacia sobre os demais níveis de realidade. Tomando como base o texto de Grande sertão: veredas, examinaremos neste ensaio como Guimarães Rosa, encarando o racionalismo como uma entre outras possibilidades de apreensão da realidade, relativiza o cunho hegemônico que este adquiriu na tradição ocidental.



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Referências

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Publicado
21-03-2002
Como Citar
Coutinho, E. F. (2002). O Logos e o Mythos no universo narrativo de Grande sertão: veredas. Scripta, 5(10), 112-121. Recuperado de http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/12389