A mão que desenha o corpo: O lago da lua

Vinícius Lopes Passos

Resumo


Em O lago da lua, Paula Tavares, escritora angolana radicada em Portugal, amalgama corpo e poesia, resultando num trabalho delicado, pulsante e, por vezes, agressivo, em que o feminino comparece na linguagem da memória, nomeando o mundo de dentro e de fora, misturando o universo africano com o europeu. O embaralhamento das tradições revela o sensível e o cognoscível, bem cosidos num texto poético particular, cujas imagens conduzem o leitor para o tempo contemplativo da arte – no caso a poesia – mas também para o tempo investigativo e analítico da razão, em suas insuspeitas relações. O propósito aqui é apresentar uma breve leitura deste livro da autora, enfatizando a relação poesia e erotismo como agregadora de valores estéticos.




Palavras-chave


Memória; Tradição; Erotismo; O lago da lua.

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Referências


BACHELARD, Gaston. Psicanálise do fogo. Trad. Paulo Neves. São Paulo: Martins Fontes, 1999.

BATAILLE, Georges. O erotismo. 3. ed. Lisboa: Edições Antígona, 1988.

BATAILLE, Georges. Cosmopolite ou nouvelle lumière clinique. Paris, 1723, p. 7 apud BACHELARD, Gaston. Psicanálise do fogo. Trad. Paulo Neves. São Paulo: Martins Fontes, 1999. p. 75-76.

FOUCAULT, Michel. Linguagem e literatura. In: Foucault, a filosofia e a literatura. Trad. Roberto Machado. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2000. p. 137-174.

TAVARES, Paula. O lago da lua. Lisboa: Caminho, 1999.


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