A cartografia e a pesquisa literária: do gabinete às comunidades e às ruas

  • Alemar Rena Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB)

Resumo

Este artigo investiga a possibilidade de lançarmos mão da metodologia da pesquisa cartográfica no contexto da pesquisa da literatura periférica, marginal e outras expressões literárias e artísticas vinculadas à rua e aos coletivos urbanos. Nos apoiamos nas discussões em torno da metodologia cartográfica propostas por pesquisadoras como Virgínia Kastrup e Eduardo Passos, e no conceito de mapa, de Deleuze e Guattari.

 

Palavras-chave: Pesquisa/extensão literária. Método cartográfico. Literatura marginal. Literatura e rua.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Alemar Rena, Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB)
Alemar S. A. Rena possui graduação em Letras pela Universidade Federal de Minas Gerais (2002) e mestrado em Teoria da Literatura pela mesma instituição (2006). Ainda na UFMG, defendeu em 2015 sua tese de doutorado no programa de Pós-graduação em Estudos Literários. Durante sanduíche de doutorado com bolsa CAPES, foi pesquisador visitante na Universidade de Kingston (Londres) pelo período de 1 ano. Atualmente é professor adjunto da UFSB (Universidade Federal do Sul da Bahia), no Instituto de Artes e Humanidades. É também Decano do Centro de Formação em Artes, no campus Sosígenes Costa, em Porto Seguro. Pesquisa principalmente os seguintes temas: multidão, democracia e riqueza comum; produção linguística, comunicação em rede e biopolítica; teoria da literatura e autoria no contexto das novas mídias; novas mídias e artes eletrônicas; literatura e filosofia política. É integrante do grupo de pesquisa Indisciplinar (EA-UFMG/CNPQ) e coeditor da revista acadêmica homônima do grupo. Publicou "Do autor tradicional ao agenciador cibernético: do biopoder à biopotência", pela Annablume (2009, SP), e "Design e Política", pela Editora Fluxos (2014, Belo Horizonte, livro digital).

Referências

ANDRADE, Carlos Drummond de. A rosa do povo. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.

BENJAMIN, Walter. Obras escolhidas: magia e técnica, arte e política. São Paulo: Brasiliense, 2012.

DALCASTAGNÈ, Regina. O espaço da dor. Brasília: Editora UnB, 1996.

DIDI-HUBERMAN, Georges. Sobrevivência dos vaga-lumes. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2011.

DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Félix. O anti-Édipo: capitalismo e esquizofrenia 1. São Paulo: Ed. 34, 2010.

DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Félix. Mil platôs: capitalismo e esquizofrenia vol. 5. São Paulo: Ed. 34, 1997.

FERRÉZ (org.). Literatura marginal: talentos da escrita periférica. Rio de Janeiro: Agir, 2005.

FONTOURA, Pâmela et. al. Sarau de poesia negra no extremo sul do Brasil. Estudos de literatura brasileira contemporânea, n. 49, p. 153-181, set./dez. 2016.

GUATTARI, Félix. Caosmose: um novo paradigma estético. São Paulo: Ed. 34, 1992.

KASTRUP, Virgínia; EDUARDO, Passos; ESCÓSSIA, Liliana da. Pistas do método da cartografia: pesquisa-intervenção e produção de subjetividade. Tradução. Porto Alegre: Editora Sulina, 2009.

KASTRUP, Virginia; PASSOS, Eduardo; TEDESCO, Silvia. Pistas do método da cartografia: a experiência da pesquisa e o plano comum. Tradução. Porto Alegre: Editora Sulina, 2014.

MARX, K.; ENGELS, F. A Sagrada Família. São Paulo: Editora Moraes, 1987.

OLIVEIRA, Rejane Pivetta de. Literatura marginal: questionamentos à teoria literária. Ipotesi, Juiz de Fora, v. 15, n. 2 - Especial, p. 31-39, jul./dez. 2011.

NASCIMENTO, Érica Peçanha do. Vozes marginais na literatura. Tradução. Rio de Janeiro: Aeroplano, 2009.

RANCIÈRE, Jacques. A partilha do sensível: estética e política. São Paulo: EXO Experimental; Ed. 34, 2005.

RENA et. al. Cartografia enquanto método de investigação: uma conversa com Virgínia Kastrup. Revista Indisciplinar, Belo Horizonte, n. 2, vol. 2, dez. 2016.

RODRIGUES, Adriano Duarte. A rua, analisador da sociabilidade. In: A rua no século XXI. Materialidade urbana e virtualidade cibernética. Maceió, Alagoas: Edufal, 2014.

Publicado
15-06-2018
Como Citar
Rena, A. (2018). A cartografia e a pesquisa literária: do gabinete às comunidades e às ruas. Scripta, 22(44), 21-30. https://doi.org/10.5752/P.2358-3428.2018v22n44p21
Seção
Literaturas